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Por onde andam os jogadores campeões de Major com a Gambit em 2017

Veja onde estão os atletas que fizeram história pela equipe em solo polonês

por Lucas Benvegnú / 23 de jul de 2021 - 18:00 / Capa: HLTV.org

"A mudança é a lei da vida". A frase é constantemente creditada ao finado presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy, e certamente resume bem o sentimento de que na vida nada é para sempre. Tudo passa, em 10 minutos ou 10 anos, mas tudo passa.

Não por acaso, o Counter-Strike também está sujeito a tal lei da vida. Passam os anos, surgem novos jogadores ao custo da aposentadoria de verdadeiras lendas, equipes outrora hegemônicas perdem seu domínio em questão de meses e acabam sumindo do mapa em um piscar de olhos.

O ápice da história da Gambit: o capitão Zeus levanta a taça de campeão do PGL Major Kraków 2017 | Foto: HLTV.orgO ápice da história da Gambit: o capitão Zeus levanta a taça de campeão do PGL Major Kraków 2017 | Foto: HLTV.org

No entanto, tudo mostraria ser na realidade fogo de palha. Com o passar dos meses, a equipe foi se desmantelando pouco a pouco e tudo o que restaram foram as memórias daquele time que um dia subira ao topo do mundo. E você, sabe por onde andam os jogadores campeões de Major com a Gambit?

Danylo "Zeus" Teslenko

Talvez o mais icônico nome daquela escalação, Zeus é até hoje reverenciado como um dos maiores capitães da história do Counter-Strike. Ele, por sinal, foi o primeiro a pular da barca. Menos de três semanas após a conquista, divergências internas motivariam seu retorno à Natus Vincere, equipe a qual representou até o fim de sua carreira.

Antes de se aposentar, Zeus ainda ergueu seis troféus sob o banner da NAVI | Foto: HLTV.orgAntes de se aposentar, Zeus ainda ergueu seis troféus sob o banner da NAVI | Foto: HLTV.org

Junto da lendária tag, Zeus ainda viria a alcançar outra final de Major, em Londres, no ano de 2018, mas sem o mesmo sucesso, ficando com o vice-campeonato diante da hegemônica Astralis. Seu período como jogador perduraria até setembro de 2019, quando a idade chegou e ele optou por pendurar seu mouse aos 31 anos.

Atualmente, além de ser dono da própria organização, a pro100, que vinha contando com um elenco de CS:GO até o fim de 2020, o ucraniano possui uma escola de Counter-Strike na região CIS. Ele também lançou sua autobiografia em 2019.

Dauren "AdreN" Kystaubayev

Após o título na Polônia, AdreN, MVP da conquista, ainda permaneceu por mais de um ano junto da Gambit, mas obviamente sem o mesmo sucesso. Depois de encerrar seu ciclo junto à equipe, o veterano atuou por FaZe Clan, onde conquistou dois títulos de menor expressão, e AVANGAR, chegando à final do Major de Berlin junto desta última, mas assim como Zeus, caindo diante da gigante Astralis.

AdreN foi outro a retornar à decisão de um Major | Foto: HLTV.orgAdreN foi outro a retornar à decisão de um Major | Foto: HLTV.org

O jogador ainda seria contratado junto de seus companheiros para representar a lendária Virtus.pro, mas seu ciclo sob o banner da equipe não chegou a durar seis meses. Após ser dispensado pela organização, AdreN passou o segundo semestre de 2020 sem dar as caras no servidor.

Já em 2021, o cazaque retornaria ao cenário competitivo com a camisa da K23, atuando ao lado de Rustem "mou" Telepov, com quem foi campeão de Major em 2017. A dupla segue representando a bandeira da equipe, tendo conquistado recentemente um notável quarto lugar no StarLadder CIS RMR 2021.

Rustem "mou" Telepov

mou foi um dos únicos remanescentes daquela épica conquista a afundarem junto com o barco da Gambit, o qual naufragou em maio de 2019 após sucessivos resultados bem abaixo das expectativas depositadas pela organização em seu instável elenco.

mou vive tempos bem modestos desde sua saída da Gambit | Foto: HLTV.orgmou vive tempos bem modestos desde sua saída da Gambit | Foto: HLTV.org

Após viver tempos não tão gloriosos com a equipe e, posteriormente, no banco da mesma, o AWPer retornou à ativa no começo de 2020, quando ele e Mikhail "Dosia" Stolyarov assinaram com a chinesa OneThree. A parceria, no entanto, não duraria muito e a dupla acabaria por abandonar o time em meio à iminência dos perigos que o coronavírus levava à China.

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Depois de tal infortúnio, mou fechou com a Syman Gaming em fevereiro daquele ano. A organização viria a ser renomeada para K23, onde mou agora segue atuando ao lado de AdreN, como já citado anteriormente. Ele, por sinal, é um dos principais destaques da formação cazaque.

Mikhail "Dosia" Stolyarov

O X-God foi outro a viver tempo de vacas magras com a Gambit | Foto: HLTV.orgO X-God foi outro a viver tempo de vacas magras com a Gambit | Foto: HLTV.org

Após passar todo o segundo semestre daquele ano sem jogar por conta do contrato com a Gambit, Dosia iniciou 2020 jogando ao lado de mou na OneThree, mas saiu da equipe junto com o companheiro devido às complicações que o coronavírus começava a causar no país asiático.

Depois da empreitada falha, o veterano ainda fundou sua própria equipe de Counter-Strike, a Mustang Crew, e também possuía parte em uma lavagem de carros situada em Moscow. Apesar disso, nenhum dos dois negócios vingou e Dosia, hoje com 33 anos, parece caminhar a passos largos rumo à aposentadoria, visto que não atua profissionalmente há praticamente um ano.

Abay "Hobbit" Khassenov

Após a epopeia vivenciada por ele e seus companheiros na Cracóvia, Hobbit permaneceu junto à organização por pouco mais de um ano. Com a ausência de resultados expressivos e algumas divergências entre os atletas, ele acabou por ser listado para transferências, sendo adquirido pela HellRaisers no final de 2018.

Reeditando parceria com a Gambit, Hobbit vai alçando voos quase tão altaneiros quanto os de 2017 | Foto: HLTV.orgReeditando parceria com a Gambit, Hobbit vai alçando voos quase tão altaneiros quanto os de 2017 | Foto: HLTV.org

Funcionou. Desde seu retorno à equipe, Hobbit tem sido peça-chave para os grandes feitos da mesma ao longo de 2021, visto que graças aos seis títulos conquistados por ele e seus companheiros, dentre os quais estão a IEM Katowice e a BLAST Premier: Spring Finals, a line-up majoritariamente russa alcançou o posto de #1 do mundo.

Mykhailo "kane" Blagin

Mesmo após o triunfo em solo polonês, a maior parte da escalação queria a saída de kane do comando técnico. Zeus, que desenvolveu uma forte relação de companheirismo com o treinador durante os tempos de Gambit, relutou, e assim os dois ucranianos acabaram rumando à Natus Vincere dias após a conquista.

Zeus e kane tornaram-se praticamente inseparáveis | Foto: HLTV.orgZeus e kane tornaram-se praticamente inseparáveis | Foto: HLTV.org

O elo entre os dois era tão expressivo que kane acabou por deixar a equipe no mesmo dia em que Zeus pendurou seu mouse. A amizade com seu compatriota lhe rendeu o posto de treinador da composição de base da pro100, organização onde Zeus era um dos mandatários, mas a estadia por lá não durou muito.

Hoje com 35 anos, kane vive longe do glamour de outrora, comandando a jovem escalação ucraniana da The Incas, equipe que disputa alguns campeonatos a nível doméstico em seu país.