Ministro da Ucrânia pede que times russos sejam impedidos de participar em eventos internacionais de esports
Conflito entre Rússia e Ucrânia chega no sétimo dia
por Ariela Vasquez/2 de março de 2022 - 17:10/Capa: Reprodução/Twitter/FedorovMykhailo
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O mundo entra no sétimo dia de conflito entre Rússia e Ucrânia. O esporte eletrônico, que foi diretamente afetado pelos ataques à Ucrânia, recebeu um pedido do Vice-Primeiro Ministro da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, que publicou um documento pedindo aos organizadores de eventos para impedir a presença de times ou jogadores russos e bielorrussos em eventos internacionais de esports.

“Eu tenho certeza que vocês não vão apenas ouvir, mas também vão fazer tudo que é possível para proteger a Ucrânia, Europa e, finalmente, a democracia do mundo inteiro dessa sangrenta agressão autoritária. Apelo que bloqueiem temporariamente todas as contas russas e bielorussas, temporariamente parem a participação de gamers e times russos e bielorussos em todos os eventos internacionais de esports e cancelem todos os eventos internacionais no território da Rússia e Bielorússia. Temos certeza de que tais ações motivarão os cidadãos da Rússia a interromper proativamente a vergonhosa agressão militar.”

Esse é mais um episódio dos ataques da Rússia. O conflito entre os dois países fez com que a WePlay e a Natus Vincere rompesse parceria com empresas russas. O melhor jogador de CS:GO do mundo, Oleksandr "s1mple" Kostyliev doou mais de R$ 170 mil ao exército ucraniano em uma forma de ajudar o país. O AWPer nasceu na capital, Kiev, cidade que está sendo alvo dos bombardeios.

O conflito que começou horas antes dos playoffs da IEM Katowice 2022 pegou todos de surpresa. O jogador da NAVI também fez um discurso emocionante no palco da Spodek Arena, no qual pediu paz ao mundo e reforçou que os jogadores precisam dar exemplo aos outros.

Entenda o conflito

Os ataques da Rússia contra a Ucrânia foram ordenados pelo presidente russo Vladimir Putin, às 23h57 (horário de Brasília) do último dia 24 de fevereiro. Agências internacionais de notícias relataram que houve explosões em diversas regiões, inclusive na capital, Kiev. Segundo o Kremlin, a ação militar visa cumprir a promessa de apoiar as autoproclamadas "repúblicas de Donetsk e Lugansk" no leste, e havia reiterado que não ocuparia o território ucraniano por completo.

Enquanto isso, o exército russo progride em direção a sede do governo e baixas são contabilizadas, segundo o governo da Ucrânia mais de 300 civis já padeceram, milhares ficaram feridos e mais de 800 mil fugiram do país em meio ao conflito.

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