A Natus Vincere revelou na manhã da última terça-feira (1º) que rompeu sua parceria com a russa ESforce Holding, uma das principais forças do cenário de esports da região correspondente à Comunidade dos Estados Independentes.
Segundo comunicado emitido por meio das redes sociais da organização ucraniana, não haverá mais colaboração com empresas como a RuHub, o mais popular estúdio de transmissões da região, e a EPIC Esports Events, companhia responsável pela EPICENTER.
Além destas, o Cybersport.ru, site de notícias da região, e a Virtus.pro, rival da Natus Vincere no Counter-Strike, também fazem parte da ESforce Holding, que já deteve parte das ações dae clubes como a própria NAVI e até mesmo a SK em tempos passados.
"É o sexto dia de guerra na Ucrânia. O exército russo continua atacando áreas habitadas por civis, centenas de milhares de moradores tiveram de deixar suas casas, e outros continuam lutando pelo futuro do nosso país."
"Quando pessoas estão morrendo e milhares de destinos estão sendo destruídos de maneira irreversível, não há tempo para os esports", escreveu a NAVI em comunicado, onde ainda criticou a postura pró-Rússia adotada pela empresa:
"Enquanto funcionários e jogadores da NAVI passam seus dias em abrigos, a ESforce Holding nega publicamente os horrores que estão acontecendo na Ucrânia", disparou o clube. "Consideramos essa posição inaceitável e desumana", disse.

Por fim, a organização agradece a todos os funcionários da empresa russa que se posicionaram em meio aos infortúnios que vem se sucedendo em solo ucraniano. Esta, todavia, não é a primeira vez que relações no meio dos esports são cortadas por conta do conflito.
Anteriormente, a BLAST já havia revelado que não convidará mais clubes russos para suas competições, enquanto a WePlay já havia encerrado suas parcerias com empresas de Rússia e Belarus.
ENTENDA
Os ataques da Rússia contra a Ucrânia foram ordenados pelo presidente russo Vladimir Putin, às 23h57 (horário de Brasília) do último dia 24 de fevereiro. Agências internacionais de notícias relataram que houve explosões em diversas regiões, inclusive na capital, Kiev. Segundo o Kremlin, a ação militar visa cumprir a promessa de apoiar as autoproclamadas "repúblicas de Donetsk e Lugansk" no leste, e havia reiterado que não ocuparia o território ucraniano por completo.
Enquanto isso, o exército russo progride em direção a sede do governo e baixas são contabilizadas, segundo o governo da Ucrânia mais de 300 civis já padeceram, milhares ficaram feridos e mais de 660 mil fugiram do país em meio ao conflito.