WOOD7 vê como "ponto crítico" retrospecto da Bravos "contra times do Tier 1 em MD3", mas diz que equipe está confortável com map pool

Capitão e o treinador Xamp analisaram o retrospecto da Bravos até agora no CLUTCH e falaram sobre a melhora da performance do time durante a terceira temporada

por Gabriel Melo / 09 de out de 2020 - 15:45 / Capa: Rafael Veiga/DRAFT5
Pelo o que mostrou no Circuito Dell em 2019, ainda como Rufus, a Bravos estreou este ano no CLUTCH com altas expectativas, mas não as correspondendo durante a segunda temporada. Já na atual edição do Brasileirão do CS:GO, o time conseguiu a performance que todos esperavam e está no quarteto que ainda briga pelo título da competição.

O capitão Adriano "WOOD7" Cerato começa a entrevista para a DRAFT5 dizendo que nunca concordou "que nossa primeira temporada foi ruim. Recebemos várias críticas e ninguém parou para analisar o que aconteceu. Tivemos uma alteração inesperada que coincidiu com duas semanas extremamente importantes, nas quais deveríamos ter feito seis pontos em confrontos diretos, mas fizemos apenas um".

Olhando para a atual edição do CLUTCH, WOOD7 vê que a Bravos "novamente teve jogos bons contra todos os times grandes e, nos duelos contra aqueles que disputavam a classificação, a gente não oscilou porque não tivemos situações adversas atrapalhando e, com isso, nossa pontuação final foi melhor".

O capitão é categórico quanto ao objetivo da equipe para o mata-mata do Brasileirão do CS:GO: "É estar no mesmo nível dos grandes no mata-mata, que é onde importa. Portanto, se nosso time continuar trabalhando forte e vencendo eles na competição, posso terminar o ano satisfeito com nosso desempenho nas duas temporadas (que disputamos) do CLUTCH".

WOOD7 em disputa do CLUTCH Season 2 | Foto: Rafael Veiga/DRAFT5


O treinador Willian "Xamp" Caldas tem a mesma visão sobre a Bravos neste ano que o capitão, e acredita que a equipe poderia ter ido melhor na terceira temporada do CLUTCH. "Dessa vez a história foi diferente. Nós fomos responsáveis pelas mudanças internas e de jogo. Mesmo assim o resultado ainda foi abaixo do que esperávamos. Sabemos que poderíamos ter vencido mais porque todos os jogos que perdemos foram extremamente apertados", opinou.

A Bravos chegou para a terceira temporada do CLUTCH com uma alteração no elenco em relação a edição passada: Daniel ''danoco'' Morgado  no lugar de Arthur ''UnK'' Varela Lotti. Já na Gamers Club Masters V, o jogador mostrou boas atuações e isso ajudou o time a jogar melhor.

Quando questionado se danoco era o ativo que a Bravos estava precisando para engrenar de vez, WOOD7 respondeu dizendo que "nossa equipe fez muitas alterações para essa temporada. Mudamos funções dentro do jogo, horários de treino, mindset e estudamos mais do que nunca nossos oponentes e eu atribuo grande parte dos resultados a isso".

Mas é claro que o capitão não deixou de elogiar o companheiro: "Com certeza, o danoco é um jogador com muita qualidade que agregou demais ao time. Ele substituiu excelentes jogadores e conseguiu trazer ainda mais experiência ao time. Fiquei feliz de ter escolhido ele, mas acho que nossa evolução é um conjunto de diversos fatores quando decidimos sair da nossa zona de conforto".

A equipe de WOOD7 e xamp começará o mata-mata do CLUTCH pelas quartas de final, o que poderia ser diferente caso o time tivesse vencido a última partida da temporada regular contra a W7M Gaming. E, segundo o capitão, isso deixou o time um pouco triste.

Xamp no comando da Bravos no CLUTCH | Foto: Rafael Veiga / DRAFT5


"Ficamos com um sentimento de tristeza ao fim da fase de grupos por saber que poderíamos ter conquistado essa vaga direta. Tivemos diversas partidas que poderiam ter resultados diferentes. Porém, nossa meta no início era estar entre as seis equipes no mata-mata e isso foi atingido", afirmou WOOD7.

Xamp segue a mesma linha de pensamento dizendo que "a não classificação (direta para as semifinais) tenha sido única e exclusivamente pela derrota para a W7M. E não foi uma falha. Atingimos nosso primeiro objetivo. Se tivéssemos vencido o OT da RED, fechado a partida no tempo normal contra a Isurus ou a Dust 2 contra a DETONA, poderíamos ter nos classificado com sobras".

Na opinião do treinador, "nossas vitórias foram com um excelente saldo de rounds, mas nossas derrotas foram extremamente apertadas. Não entregamos pontos fáceis a nenhum time do campeonato e seguimos corrigindo falhas para entrarmos mais fortes no mata-mata".

A W7M, inclusive, será a adversária da Bravos nas quartas de final. Olhando para os adversários que a equipe pode enfrentar nessa fase final, o retrospecto dos espartanos não é positivo.

WOOD7 vê como "ponto crítico" o retrospecto da Bravos "contra equipes Tier 1 brasileiro em MD3". Porém, o capitão diz que a equipe está confortável "com o nossa map pool como nunca, diferente de outras situações que sempre tínhamos fragilidades que ficavam evidentes contra times mais experientes. Agora estamos implementando novas ideias que, com certeza, vão ajudar muito durante essas série".

Analisando o duelo W7M contra Bravos, Xamp disse acreditar "que o nossa map pool contra o deles nos ajuda. Podemos trabalhar com diversos bans e picks, e ainda, sim, estaríamos em nossa zona de confiança".

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