A equipe de CS inclusivo do MIBR esteve presente no evento de lançamento dos novos monitores da LG na última quinta-feira (17). Em entrevista para a DRAFT5, a capitã Olga "olga" Rodrigues representou o time e falou sobre as novidades da marca coreana, como tem sido a rotina de preparação em meio ao hiato de campeonatos inclusivos e, também, abriu o jogo sobre atletas deixando o Counter-Strike e migrando para o VALORANT.
MONITOR DE 1000 HZ IMPRESSIONA
A LG realizou um evento de apresentação com 24 novos monitores que chegaram ao mercado em 2026. Dentre os lançamentos, a empresa teve grande parte dos modelos voltados para o público gamer e olga foi enfática ao destacar o novo UltraGear 25G590B.
"Teve muitos lançamentos, são muitas opções desde modelos de entrada, até o High-End. Mas o que mais me impressionou foi esse de 1000 Hz, estou louca para experimentar", revelou.
Apesar de estar impressionada com o modelo mais inovador da marca, a capitã também deu destaque para os demais lançamentos que abrangem outras áreas além do setor gamer. "Não só na parte de games, mas também de todas as outras áreas que precisam de monitores, como editores de vídeo, até a área médica que eu nem conhecia como eram os monitores. Então, foi uma aula para mim", completou.
QUAL O IMPACTO DE PRODUTOS DE ALTA PERFORMANCE?
Em síntese, olga comentou sobre o real impacto que produtos de alta performance podem causar em um cenário competitivo, tendo em vista que jogadores casuais, em geral, não utilizam os melhores equipamentos na maior parte de sua gameplay.
"Tem gente que só quer jogar pelo casual, então eles não vão se preocupar muito com a performance e os modelos de entrada já suprem as necessidades dessas pessoas. Também, muitas vezes é o que 'cabe no bolso' de alguém, né? Muita gente quer ir para esse lado de performar dentro do jogo, competir, mas não conseguem comprar os últimos lançamentos" — Relatou.
COMPETIÇÃO NO MISTO
O cenário inclusivo de Counter-Strike tem passado por grandes dificuldades devido à falta de campeonatos para a modalidade. No entanto, olga afirma que a preparação em meio a este hiato continua a mesma, com uma rotina de treinos intensa e foco nos compromissos do MIBR, que tem apostado em competições regionais no misto.
"A rotina mantém a mesma. É diferente de um pré-mundial, quando a gente está em bootcamp, porque aumenta um pouquinho a carga horária coletiva. Mas individual, é a mesma, eu sempre jogo bastante, me dedico muito, até porque, mesmo não tendo campeonatos femininos agora, a gente está competindo nos outros campeonatos que tem. Então, tem aí CCT, as ligas da GC. A gente vai jogar o que tem para jogar" — Disse.

MIGRAÇÃO PARA O VALORANT
Com o fim do torneio mundial de Counter-Strike inclusivo chancelado pela ESL e a escassez de torneios para atletas da modalidade, diversas profissionais estão deixando o CS e tentando uma nova carreira no VALORANT.
O caso mais recente foi o da FURIA. A Pantera havia sido coroada com o último título mundial de CS inclusivo antes do encerramento da competição, mas decidiu levar toda a sua equipe para competir no FPS tático da Riot Games. Em vista disso, olga entende que este será um movimento cada vez mais praticado pelas atletas, que devem deixar a Valve rumo ao VALORANT.
"Com certeza, não é a primeira vez que rola essa onda de jogadores do CS irem para o VALORANT. Isso vai ser natural conforme o investimento que tem, as oportunidades que tem dentro de cada cenário. Agora o VALORANT vive um bom momento, onde as organizações estão investindo, está tendo campeonato, está tendo oportunidade para as jogadoras estarem competindo. Em contrapartida, o CS não" — Finalizou.