Pré-jogo: G2 e NAVI se reencontram por vaga na final do Major de Copenhagen
Clubes já decidiram o título mais cobiçado do Counter-Strike mundial em 2021
por Lucas Benvegnú/30 de março de 2024 - 10:00/Capa: Stephanie Lindgren/PGL
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G2 e Natus Vincere subirão ao palco da Royal Arena na tarde deste sábado (30) para definirem a segunda e última finalista do PGL Major Copenhagen 2024.

As duas equipes - outrora consideradas as mais fortes do planeta - têm um histórico de enorme rivalidade e já batalharam pelo título do PGL Major Stockholm 2021. O momento agora, no entanto, é bem diferente.

30/03 - 16:50
Natus Vincere
2×1
G2
  • de_anubis16×13
  • de_nuke7×13
  • de_ancient13×11

OS SAMURAIS

Depois de quase perder Nikola "NiKo" Kovač para a Falcons e optar pela saída de Justin "jks" Savage em prol de repatriar Nemanja "nexa" Isaković, a G2 vem pouco a pouco se reestabelecendo como uma das grandes forças do cenário mundial.

A equipe, não por acaso, alcançou os playoffs da IEM Katowice 2024 no início desta temporada e, apesar dos percalços, conseguiu sobreviver ao Elimination Stage do Major de Copenhagen com saldo de 3V-2D.

A estreia dos samurais foi em um verdadeiro atropelo sobre a FURIA, a qual foi sucedida por embate justamente diante da Natus Vincere, onde Rasmus "HooXi" Nielsen e companhia tiveram o jogo na mão, mas falharam em fechar a partida e sucumbiram por apertados 13-11.

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G2 derrubou favoritismo da MOUZ para avançar às semifinais | Foto: João Ferreira/PGL

Os samurais chegaram a beirar a eliminação após serem derrotados pela Cloud9, mas mostraram resiliência para vencerem ECSTATIC e Virtus.pro - esta última em jogo que contou com o polêmico travamento de Dzhami "Jame" Ali em round decisivo - para avançarem aos playoffs.

Muitos já viam os samurais como carta fora do baralho à medida em que a equipe encontrou a MOUZ, que chegou à capital dinamarquesa em grande forma, mas HooXi e suas tropas não se intimidaram, chocando os ratos europeus com um tranquilo dois a zero.

Embora a família Kovač esteja tendo um torneio um tanto quanto apagado - com a exceção sendo justamente o duelo diante da MOUZ, já na Royal Arena -, Ilya "m0NESY" Osipov tem dado conta do recado, acumulando 1.34 de rating em 11 mapas disputados até então.

NASCIDOS PARA VENCER?

Embora muitos não acreditassem que a internacionalização seria a chave para a Natus Vincere manter-se na primeira prateleira do Counter-Strike mundial, a organização ucraniana vem provando o contrário mesmo após perder seu jogador símbolo nos últimos anos.

É bem verdade, contudo, que o caminho vem tendo seus obstáculos. Aleksi "Aleksib" Virolainen e companhia, por sinal, precisaram ir até a quinta e decisiva rodada do Elimination Stage para cravarem a tão sonhada vaga na etapa decisiva.

Vitórias sobre TheMongolz e G2 renderam à NAVI o saldo de 2V-0D logo no primeiro dia de ação, mas derrotas para Spirit e Cloud9 - esta última em um verdadeiro atropelo dos russos - ligaram o sinal de alerta. Foi preciso acabar com o sonho da paiN em dois truncados mapas para consumar a classificação aos playoffs.

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w0nderful brilhou no triunfo sobre a Eternal Fire que colocou a NAVI nas semis | Foto: Stephanie Lindgren/PGL

Por mais que a Eternal Fire tenha chegado à Royal Arena de forma muito mais convincente, a foi a mescla de nacionalidades europeias que lidou melhor com a pressão, frustrando o que seria um épico comeback dos turcos e contando com grandes jogadas individuais para avançar às semifinais.

Justinas "jL" Lekavicius vem sendo o grande nome da equipe no campeonato, acumulando notáveis 1.21 de rating em 12 mapas disputados, mas Ihor "w0nderful" Zhdanov foi sem dúvidas o grande destaque do triunfo sobre os turcos.

A equipe, no entanto, vem sentindo falta de seus outros três elementos, com Valeriy "b1t" Vakhovskiy somando apenas 1.03 de rating até então, enquanto Ivan "iM" Mihai e Aleksib sequer chegam perto do 1.00 no quesito: 0.86 e 0.78, respectivamente.

QUE VENÇA A MELHOR

Embora a Natus Vincere já tenha vencido a própria G2 em Copenhagen, os samurais parecem chegar às semifinais com mais confiança, dada a exibição de gala que tiveram diante da MOUZ, enquanto Aleksib e companhia sofreram para passar da Eternal Fire.

"Foi um pouco acirrado demais", reconheceu jL após a vitória nas quartas. A G2 também mostrou um map pool mais sólido, mas Aleksib e suas tropas tem ao seu lado o trunfo de não jogarem a Vertigo, um dos mapas favoritos dos rivais.

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Individualidade pode ser o diferencial para a G2 | Foto: Stephanie Lindgren/PGL

A G2, em contrapartida, não tem jogado Mirage nas últimas semanas, embora esteja tentando abraçar todos os mapas da rotação fazendo apostas ousadas na Overpass - que seria o terceiro mapa do embate diante da MOUZ, caso tivesse sido necessário -, em outros tempos seu permaban.

Os samurais, no entanto, se apegam ao fato de que praticamente todos os seus jogadores têm conseguido aparecer nos momentos mais decisivos - até mesmo o criticado HooXi -, enquanto a Natus Vincere não parece tão afiada individualmente.

FIQUE LIGADO

G2 e Natus Vincere subirão ao palco da Royal Arena a partir das 16h deste sábado (30) para lutarem por vaga na grande decisão do mais badalado torneio do mundo do Counter-Strike.

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