ELEAGUE Major Boston 2018: Legends - Será que a Gambit consegue ser bicampeã?

Agora sem Zeus será que os cazaques surpreendem novamente e levam outro major pra casa?

Será que os atuais campeões podem repetir o feito? Considerada uma zebra, a Gambit chegou ao título do PGL Major Kraków 2017 passando por vários adversários, como Virtus.pro e os antigos campeões, Astralis. Mas, depois disso a equipe não manteve seu desempenho. Trocou sua line-up, perdeu seu treinador e só conquistou um título em seis campeonatos disputados. RU Mikhail "Dosia" Stolyarov KZ Dauren "AdreN" Kystaubayev KZ Rustem "mou" Telepov KZ Abay "HObbit" Khasenov KZ Bektiyar "fitch" Bahytov

Mudanças pós-título

Logo no início de agosto começou a série de notícias impactantes na Gambit. A primeira aconteceu logo no dia 2. Os atuais campeões confirmaram a compra do passe de HObbit da Tengri. Porém, uma semana depois, seu capitão Danylo "Zeus" Teslenko e seu treinador Mikhaylo "Kane" Blagin deixaram a equipe e fecharam com a Natus Vincere. De acordo com a organização, o coach fez alguns pedidos que não poderiam ser cumpridos, fazendo com que ele saísse. Por conta desse fato, o In-Game Leader também resolveu sair.
Dupla responsável pela mudança de patamar da Gambit acaba deixando a equipe | Foto: HLTV

Chegada de "fitch" e os primeiros resultados

Uma semana após as saídas, a Gambit anunciou a chegada de Bektiyar "fitch" Bahytov, que deixou a Tengri. Porém, os resultados não vieram. Quatro dias após sua chegada disputaram o qualificatório para a ESL One: New York 2017. Porém, confirmando o momento de transição perderam para a EnVyUs ficando sem a vaga para o torneio. Também ficaram de fora da ELEAGUE Premier 2017. No classificatório foram eliminados na segunda rodada para a AGO Gaming. O primeiro campeonato presencial da nova formação foi a DreamHack Masters, em Malmö na Suécia. Até fizeram um bom campenato, eliminando a FaZe Clan na fase de grupos e passando pela Astralis na quartas de final. Mas caíram para North nas semifinais. Logo depois foram a Mykonos, na Grécia para a disputa do ESG Tour. Porém, foram eliminados ainda na fase de grupos.
Os resultados não chegando já preocupavam a line-up (Foto: HLTV.org)

Eliminações online e apenas um título

Disputando a Liga de Desenvolvimento da ECS, a Gambit era uma das favoritas para chegar a etapa principal. Mas venceu apenas dois dos sete jogos que fez e não foi nem para a fase de promoção. E também ficou de fora de disputar uma vaga para a próxima edição da ESL Pro League. Com 29 equipes participando ficou apenas na nona colocação, atrás de equipes como eXtatus, AGO Gaming e Fragsters, todas consideradas tier 2 da europa. Em campeonatos grandes como a EPICENTER e Intel Extreme Masters teve participações discretas, já perdendo parte do respeito conquistado com o título mundial. Apenas no último campeonato do ano, a ROG Masters, disputado em Kuala Lumpur, na Malásia, a Gambit voltou a levantar uma taça. Apenas com equipes emergentes do cenário mundial, a equipe cazaque conquistou o título de ponta a ponta, com direito a um três a zero na final contra os chineses da TyLoo.
Gambit novamente conquista um título. Será que agora tem o que faltava para defender seu título do Major? (Foto: Reprodução/Twitter/ROG Masters)

Como vem a Gambit para o Major?

Após o título mundial, a Gambit chegou a ocupar a terceira colocação do ranking da HLTV, porém, sem alcançar resultados expressivos, caiu e hoje ocupa o 12º lugar. Após a mudança de line-up, a equipe jogou 96 mapas, vencendo 54 e perdendo 42, um aproveitamento de 56%. Hoje, eles não tem um mapa com grande domínio e de confiança total. Com melhor aproveitamento são Mirage e Nuke. Na Mirage, chegaram a fazer um 16 a 3 na FaZe Clan. Em todas as partidas nesses mapas eles mostraram um lado terrorista forte, buscando primeiro a vantagem numérica no round para depois executar as entradas.
O trabalho de after plant também é muito bem executado e o uso de dois luckers é comum, surpreendendo a equipe adversária.

Já os mapas mais comuns de serem vetados pela Gambit são Cobblestone e Overpass. Nos últimos seis meses, a equipe jogou apenas seis vezes a Cobble e onze vezes a Over.

A Gambit é uma das equipes mais equilibradas em termos de jogadores. AdreN ficou com o título de MVP do Major, pouco antes Dosia havia levado o MVP da DreamHack Open. Mas para este Major, a expectativa é que HObbit possa fazer a diferença. O cazaque é top rating da equipe atualmente e várias vezes decide jogos. Hoje, tem um dano por round de 82.9, e um percentual de headshot que beira os 50%, mostrando um excelente controle de mira.

Expectativas

Apesar do título, é difícil acreditar que a Gambit repetirá o feito. Uma série de fatores o levaram aquele título: crescente no momento certo na temporada, line-up encaixada e confrontos com equipes que se encaixam no seu estilo de jogo. Apenas resta aguardar para saber se os cazaques revolucionaram e conseguirão fazer jogadas surpreendentes como esta:

Foto de capa: HLTV.org