Será que os atuais campeões podem repetir o feito? Considerada uma zebra, a Gambit chegou ao título do PGL Major Kraków 2017 passando por vários adversários, como Virtus.pro e os antigos campeões, Astralis. Mas, depois disso a equipe não manteve seu desempenho. Trocou sua line-up, perdeu seu treinador e só conquistou um título em seis campeonatos disputados.
Mikhail "Dosia" Stolyarov
Dauren "AdreN" Kystaubayev
Rustem "mou" Telepov
Abay "HObbit" Khasenov
Bektiyar "fitch" Bahytov
Dupla responsável pela mudança de patamar da Gambit acaba deixando a equipe | Foto: HLTV
Os resultados não chegando já preocupavam a line-up (Foto: HLTV.org)
Gambit novamente conquista um título. Será que agora tem o que faltava para defender seu título do Major? (Foto: Reprodução/Twitter/ROG Masters)
O trabalho de after plant também é muito bem executado e o uso de dois luckers é comum, surpreendendo a equipe adversária.
Mudanças pós-título
Logo no início de agosto começou a série de notícias impactantes na Gambit. A primeira aconteceu logo no dia 2. Os atuais campeões confirmaram a compra do passe de HObbit da Tengri. Porém, uma semana depois, seu capitão Danylo "Zeus" Teslenko e seu treinador Mikhaylo "Kane" Blagin deixaram a equipe e fecharam com a Natus Vincere. De acordo com a organização, o coach fez alguns pedidos que não poderiam ser cumpridos, fazendo com que ele saísse. Por conta desse fato, o In-Game Leader também resolveu sair.
Dupla responsável pela mudança de patamar da Gambit acaba deixando a equipe | Foto: HLTV
Chegada de "fitch" e os primeiros resultados
Uma semana após as saídas, a Gambit anunciou a chegada de Bektiyar "fitch" Bahytov, que deixou a Tengri. Porém, os resultados não vieram. Quatro dias após sua chegada disputaram o qualificatório para a ESL One: New York 2017. Porém, confirmando o momento de transição perderam para a EnVyUs ficando sem a vaga para o torneio. Também ficaram de fora da ELEAGUE Premier 2017. No classificatório foram eliminados na segunda rodada para a AGO Gaming. O primeiro campeonato presencial da nova formação foi a DreamHack Masters, em Malmö na Suécia. Até fizeram um bom campenato, eliminando a FaZe Clan na fase de grupos e passando pela Astralis na quartas de final. Mas caíram para North nas semifinais. Logo depois foram a Mykonos, na Grécia para a disputa do ESG Tour. Porém, foram eliminados ainda na fase de grupos.
Os resultados não chegando já preocupavam a line-up (Foto: HLTV.org)
Eliminações online e apenas um título
Disputando a Liga de Desenvolvimento da ECS, a Gambit era uma das favoritas para chegar a etapa principal. Mas venceu apenas dois dos sete jogos que fez e não foi nem para a fase de promoção. E também ficou de fora de disputar uma vaga para a próxima edição da ESL Pro League. Com 29 equipes participando ficou apenas na nona colocação, atrás de equipes como eXtatus, AGO Gaming e Fragsters, todas consideradas tier 2 da europa. Em campeonatos grandes como a EPICENTER e Intel Extreme Masters teve participações discretas, já perdendo parte do respeito conquistado com o título mundial. Apenas no último campeonato do ano, a ROG Masters, disputado em Kuala Lumpur, na Malásia, a Gambit voltou a levantar uma taça. Apenas com equipes emergentes do cenário mundial, a equipe cazaque conquistou o título de ponta a ponta, com direito a um três a zero na final contra os chineses da TyLoo.
Gambit novamente conquista um título. Será que agora tem o que faltava para defender seu título do Major? (Foto: Reprodução/Twitter/ROG Masters)
Como vem a Gambit para o Major?
Após o título mundial, a Gambit chegou a ocupar a terceira colocação do ranking da HLTV, porém, sem alcançar resultados expressivos, caiu e hoje ocupa o 12º lugar. Após a mudança de line-up, a equipe jogou 96 mapas, vencendo 54 e perdendo 42, um aproveitamento de 56%. Hoje, eles não tem um mapa com grande domínio e de confiança total. Com melhor aproveitamento são Mirage e Nuke. Na Mirage, chegaram a fazer um 16 a 3 na FaZe Clan. Em todas as partidas nesses mapas eles mostraram um lado terrorista forte, buscando primeiro a vantagem numérica no round para depois executar as entradas.Já os mapas mais comuns de serem vetados pela Gambit são Cobblestone e Overpass. Nos últimos seis meses, a equipe jogou apenas seis vezes a Cobble e onze vezes a Over.
A Gambit é uma das equipes mais equilibradas em termos de jogadores. AdreN ficou com o título de MVP do Major, pouco antes Dosia havia levado o MVP da DreamHack Open. Mas para este Major, a expectativa é que HObbit possa fazer a diferença. O cazaque é top rating da equipe atualmente e várias vezes decide jogos. Hoje, tem um dano por round de 82.9, e um percentual de headshot que beira os 50%, mostrando um excelente controle de mira.Expectativas
Apesar do título, é difícil acreditar que a Gambit repetirá o feito. Uma série de fatores o levaram aquele título: crescente no momento certo na temporada, line-up encaixada e confrontos com equipes que se encaixam no seu estilo de jogo. Apenas resta aguardar para saber se os cazaques revolucionaram e conseguirão fazer jogadas surpreendentes como esta:Foto de capa: HLTV.org
