De volta a Dallas, finais da ESL Pro League podem confirmar grande fase de europeus e ressurgimento da SK
Defendendo seu título, os brasileiros podem trazer novidades com coldzera fazendo o papel de IGL
por Cristino 'cac0' Melo/14 de maio de 2018 - 20:00/Capa:
Depois de um passeio em Odense, na Dinamarca, as finais da ESL Pro League voltam a Dallas. Na época, a G2 Esports ficou com o título e levou $225 mil. Desta vez, o campeão leva $250 mil dos 750 que serão distribuídos nas finais da Season 7 que começam na próxima terça-feira (15). Pela primeira vez serão 16 equipes na disputa e também é a primeira com representantes asiáticos e sul-americanos. Foi ganhando o classificatório regional que os coreanos da MVP PK, os australianos da Grayhound Gaming e os brasileiros da Sharks Esports ganharam a oportunidade de disputa do torneio.
A Sharks venceu a FURIA eSports e ficou com a vaga sul-americana para a disputa da ESL Pro League (Foto: Lucas Spricigo/Draft5.gg)
As finais serão realizadas na Verizon Theatre, mesmo local onde aconteceu a final entre G2 e North. O teatro que tem capacidade para 6.350 pessoas irá receber a fase final da competição, na próxima sexta-feira (18).
Verizon Theatre durante a decisão entre G2 e North em junho de 2017 (Foto: Divulgação/HLTV.org)

Favoritismo fica com o velho continente

Mesmo sendo disputado em solo americano, os grandes favoritos para conquistar o campeonato são europeus. Dos grandes torneios de 2018, apenas a ELEAGUE Major: Boston terminou com uma equipe não europeia campeã. A principal favorita é a FaZe Clan. Richard "Xizt" Landström substituiu muito bem Olof "olofmeister" Kajbjer e foi peça fundamental na conquista da Intel Extreme Masters, em Sydney, no último dia 6. A conquista veio passando por vários adversários, como Cloud9, fnatic e Astralis. Esse último numa final perfeita, sem perder um mapa. O sueco não se sentiu intimidado e assumiu funções difíceis na equipe. Como ser bomb-solo na B da Train:
Outra equipe que chega favorita ao título é a Astralis. O time dinamarquês deu mostra nos últimos campeonatos presenciais que se acertou com Emil "Magisk" Reif, que entrou no lugar Markus "Kjaerbye" Kjærbye com muita desconfiança. Conquistaram a DreamHack Masters Marseille, levantando uma taça depois de quase um ano. Porém, a derrota para a FaZe na final da IEM Sydney escancarou um antigo problema: A perda de rendimento em momentos de muita pressão. Nem mesmo a presença do explosivo Magisk mudou isso (pelo menos a princípio). O terceiro europeu que chega como favorito para levar a taça é a mousesports. A equipe comandada por Chris "chrisJ" de Jong passou por diversas mudanças e parece que finalmente se acertou. As chegadas de Miikka "suNny" Kemppi e Martin "STYKO" Styk trouxeram uma skill que faltava a equipe e fez subir o desempenho dos veteranos. Essa mescla trouxe frutos, como a ESG Tour Mykonos 2017 e StarLadder & i-League StarSeries Season 4.

E a SK, como vem?

2018 não tem sido o ano da SK Gaming. Sem nenhuma conquista até agora, os brasileiros vem acumulando vexames. São quatro eliminações seguidas em fase de grupos de competições presenciais. Na última semana não conseguiram classificação para as finais da ECS Season 5, que acontece em Londres. A chegada de Jacky "Stewie2K" Yip não gerou resultados positivos, apesar da mudança ser drástica. A comunicação totalmente em inglês para o quarteto brasileiro não tem sido fácil, como afirmou Marcelo "coldzera" David em recente entrevista. Além disso, coldzera afirmou que assumiu o papel de in-game leader no quinteto. Essa mudança deve gerar algumas modificações no estilo de jogo da SK já na ESL Pro League. Para defender seu título na competição, provavelmente a SK será uma equipe mais agressiva nos dois lados do mapa, além de buscar ser fulminante e apostar em rounds mais rápidos quando jogar no lado terrorista, aproveitando a principal característica de Stewie. Outra mudança que deve acontecer é um novo map pool. Com a recente adição da Dust2 e o mau desempenho na Overpass, o veto da SK deve mudar. Existem possibilidades da própria Dust2 e da Nuke terem virado opção para o selecionado brasileiro.

Sharks pode surpreender?

A Sharks chega as finais da EPL depois de uma grande conquista sobre a favorita Furia eSports. Numa melhor de cinco mapas, fecharam em três a um, mostrando uma preparação específica para o confronto. Porém, agora terão confrontos muito mais difíceis. Por destino, enfrentam logo de cara a mousesports, e, com qualquer resultado, enfrentam depois ou FaZe Clan ou Cloud9. Serão duas partidas que podem decretar a eliminação ou surpreender os favoritos. Então, Renato "nak" Nakano e companhia tem que repetir a estratégia da decisão da LA League para surpreender os grandes. As estratégias devem ser desde o veto, tentando levar para mapas com melhor aproveitamento como Train e Nuke. Além disso, tentar fazer seus jogadores de mais destaque aparecerem. Como, Raphael "exit" Lacerda, que vive grande fase e Leonardo "leo_drunky" Oliveira, que vem fazendo um excelente papel de entry fragger. Capa: Divulgação/ESL
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