Em recente entrevista concedida ao HLTV Confirmed, Ian Smith, comissário da ESIC - Esports Integrity Commission - em português, Comissão de Integridade dos Esports - falou sobre diversos tópicos acerca das investigações conduzidas pela organização que rege o cenário competitivo de Counter-Strike.
Além de ter revelado uma cooperação com a Riot Games para punir atletas envolvidos em escândalos de matchfixing em torneios de CS:GO que já migraram para o VALORANT, o mandatário da Comissão ainda destacou outras inquirições importantes chanceladas pela ESIC.
Em relação ao imbróglio envolvendo Nicolai "HUNDEN" Petersen, Ian Smith destacou o fato da situação ser bem diferente do tradicional: "Quando um jogador muda do time A para o time B, o time A tem que saber que ele vai lembrar de algumas coisas que podem ser usadas contra ele", afirmou.

"Não é o caso aqui. O HUNDEN não tinha ido para o outro time ainda", ponderou em relação à possível transferência do técnico à rival Astralis. "Ele ainda era um empregado da Heroic e passou as informações do time para o adversário", disparou.
Ainda sobre os técnicos, o Comissário relembrou que ainda há uma segunda onda de banimentos envolvendo o infame "bug do coach" a ser revelada: "Não será tão grande quanto a última. São menos incidentes, bem menos", garantiu.
"Eu repensei nossa abordagem por conta das consequências que a primeira onda de banimentos trouxe para os Majors e RMRs", admitiu. Foi por conta do exploit que a Valve passou a proibir a presença dos treinadores no servidor durante as partidas de campeonatos de suas chancelas, ainda em janeiro.
Ian Smith ainda adotou um tom mais polêmico ao referir-se ao cenário chinês de Counter-Strike, afirmando que a ampla maioria das partidas por lá consistem em resultados previamente combinados, o que prejudicaria o desenvolvimento da região na modalidade.
"Quem paga o pato por lá? A premiação é reduzida quando os patrocinadores se retiram, as transmissões não mais acontecem e a HLTV não quer cobrir o campeonato porque acha que é falcatrua ou matchfixing como 80% das partidas do cenário chinês de CS:GO", acusou.
"Por que não há mais partidas da China na HLTV? Porque são combinadas! Não vale a pena colocá-las lá, certo? São os jogadores que pagam por isso", finalizou.
