Um dos mapas preferidos da comunidade de Counter-Strike está de volta à rotação competitiva. Totalmente modernizada, a Cache retorna ao cenário após sete longos anos. O mapa foi retirado dos torneios oficiais em março de 2019, quando foi substituído pela Vertigo.
Para matar a saudade do mapa, a equipe da DRAFT5 separou cinco jogos históricos disputados no mapa. Teve virada histórica de time brasileiro, grafite do GOAT, meme e a constatação de que o não se joga Cache em final de Major. E se jogar, é melhor perder...
Difícil não começar com o que pode ter sido o maior jogo da história realizado na Cache. A semifinal do Major de Cologne, há 10 anos, mostrou para o mundo o talento do jogador que, poucos anos depois, seria considerado o melhor jogador de Counter-Strike: Global Offensive da história: Oleksandr "s1mple" Kostyliev.
Jogando pela Team Liquid, o ucraniano e seus companheiros enfrentavam a Fnatic por uma vaga na final da competição. No segundo mapa da série, s1mple se viu em um clutch contra Dennis "dennis" Edman e Freddy "KRIMZ" Johansson no bomb B.
Caindo do céu, ele eliminou dennis no ar, enquanto caía, e depois, em um novo disparo sem mira, venceu o round ao abater KRIMZ que estava entrando no bomb. A vitória no round encaminhou a classificação para a final e ainda premiou s1mple com um grafite no mapa.
Muitos colocam a virada heroica da Luminosity sobre a Team Liquid na Mirage, após o jump shot de Marcelo "coldzera" David, como o ponto chave para a vitória dos brasileiros nas semifinal do Major de Columbus. O que poucos ressaltam é que no segundo mapa daquele jogo, Gabriel "FalleN" Toledo e seus comandados precisaram subir um paredão para levar o segundo mapa para a prorrogação.
Após estar perdendo por 15-6, os brasileiros precisaram de muita resiliência e segurança para buscar o empate e levar o segundo mapa das semifinais para o OT. Na prorrogação, com o psicológico mais forte que os americanos, a Luminosity confirmou a classificação para a decisão após vencer o mapa por 19-16. O resto é história...
A Cache esteve presente em duas finais de Major: Cologne 2014 e Katowice 2015. Curiosamente, a equipe que venceu o mapa na série não ficou com o título. Outro detalhe curioso é que as partidas foram disputadas entre as mesmas equipes: Fnatic e Ninjas in Pyjamas.
Em 2014, na ESL One Cologne, NIP e Fnatic disputaram a final do Major em uma melhor de três. Os mapas escolhidos para a decisão foram Cobblestone, Cache e Inferno. Os Ninjas levaram a melhor na Cobble, vencendo por 16-11 e a Fnatic empatou a série ao vencer a Cache por 16-8. No mapa derradeiro, melhor para o NIP, que venceu a Inferno e ficou com o primeiro e único título de Major da sua história.
Um ano depois, o confronto voltou a ocorrer, dessa vez na Polônia. A decisão da ESL One Katowice 2015 colocou os suecos frente a frente novamente e com um map pool muito semelhante: Dust2, Cache e Inferno. O roteiro se repetiu, entretanto, ao contrário.
A Fnatic venceu o primeiro mapa do duelo por 16-14 e o NIP venceu a Cache por 16-10. No mapa decisivo, novamente uma Inferno, assim como na Alemanha, dessa vez quem se deu melhor foi Olof “olofmeister” Kajbjer e seu companheiros. A Fnatic venceu por 16-13 e conquistou o seu segundo Major da história.
O jogo não tem tanto peso histórico, mas rendeu um meme que até hoje é reproduzido entre os amantes do Counter-Strike. Em 2019, o MIBR internacional de Tarik "tarik" Celik e Jake "Stewie2K" Yip disputavam a terceira rodada da fase de grupos da BLAST Pro Series Copenhagen 2018.
O campeonato era disputado no formato melhor de um mapa (MD1) e o MIBR estava perdendo por 14-5, quando tarik protagonizou uma das jogadas que estraram para história. Alexandre "Gaules" Borba dava seus primeiros passos como responsável pelas transmissões dos campeonatos para o público brasileiro e não se conteve ao ver a jogada.
O americano subiu na lona e descarregou um pente de AK em um adversário que estava posicionado no cimento e não conseguiu controlar o spray a ponto de chamar a atenção de Gaules que, da forma mais espontânea possível soltou um sincero: "Nossa, que spray! Tarik do céu! Meu amigo". A frase ficou eternizada e sempre que há um erro de controle de spray, ela volta à tona.