Vídeo mostra estrutura da FURIA em Miami e Akkari revela detalhes de receita e salários do CS

CEO da organização falou sobre negócios e esports

Foto: Danny Maxwell / Rational Intellectual Holdings Limited

André Akkari, CEO da FURIA, participou de um vídeo onde falou sobre planejamento, projetos e faturamento da organização. O vídeo é do canal Alfredo Soares e foi ao ar na última terça-feira (26).

Akkari recebeu o convidado no escritório da FURIA em Miami, que fica em frente à Arena do Miami Heat. O local é ponto estratégico da organização e possui também sala para bootcamp. Além desse estabelecimento, o CEO relatou que a equipe tem mais escritórios espalhados pelo mundo:

"Tem outro escritório em Los Angeles também, que é só de um time de VALORANT. Tem o do Brasil, que é grande, e tem em Malta. E tem uma representação na China, em Shangai."

Dentro das longas conversas sobre negócios, vários pontos chamam a atenção. Falando sobre os fãs da FURIA, Akkari citou as várias ações que fazem com os torcedores:

"A gente tem mil coisas com os torcedores. Tem uma ferramenta que monta grupo de WhatsApp, tá todo mundo lá dentro, e aí a gente calcula tudo que tem. A gente tem dois agentes de IA lá dentro, fazendo o maior trabalho. Se chama Pantera. São os agentes que ficam disponíveis pros torcedores."

"O sistema é legal, cara, porque o número de fãs da FURIA em dois anos, mais do que quadruplicou. Hoje são mais de 8 milhões de fãs espalhados no Brasil", completou.

Akkari é CEO da FURIA | Danny Maxwell / Rational Intellectual Holdings Limited

Questionado também sobre salários dos jogadores de esports, Akkari falou sobre:

"Um moleque muito bem sucedido, ganha 200 mil por mês, 250 por mês, 150 por mês, muito bem sucedidos. Os médios ganham 60, 50 ou 70. Mas 99% das pessoas que jogam isso daí, querendo ser profissional, não ganham nada, estão tudo fud***faturam nada."

"Tipo assim, no Brasil hoje, há três times de Counter Strike que conseguem pagar salário. Três, não tem mais que isso. Salários firmes mesmo, com competições mundiais", continuou.

Para finalizar, o CEO revelou quais são as principais linhas de receita da organização:

"Tem 13 linhas de monetização. Dessas 13, as duas maiores são patrocínio e um negócio que é diferente pra vocês, que é digital assets. São as vendas desses adesivos (stickers) das armas aí."