Viagens, críticas e até ameaças de morte: o lado ruim de ser profissional
smooya, da fnatic, relatou receber constantes ameaças de morte após as derrotas
por Lucas Benvegnú/13 de novembro de 2021 - 17:00/Capa: João Ferreira/DreamHack
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A caminhada de um jogador de Counter-Strike até o mais alto nível pode ser verdadeiramente tortuosa. Das longas viagens, passando pelas críticas destrutivas e chegando às injustificáveis ameaças de morte: tem de tudo.

Alguns profissionais contaram a Rivalry o lado ruim de ser um pro player, começando por Jonathan "EliGE" Jablonowski, da Team Liquid: "Mudou muito por conta do coronavírus, mas tínhamos que viajar muito. É uma vida muito específica. Você tem que estar pronto para entrar de cabeça nisso", disse.

"O estresse de ter que lidar com uma parte dos fãs nas redes sociais, que enviam mensagens para sua família e amigos. Se você consegue lidar com esse hate, é ok, mas essa pressão e esse estresse são chatos", apontou Mateusz "mantuu" Wilczewski, da OG.

Owen "smooya" Butterfield, hoje sniper da fnatic, trouxe um dos casos mais curiosos e macabros dentre os entrevistados, revelando já ter recebido constantes ameaças de morte após as derrotas sofridas por suas equipes.

"Não é exatamente sobre ser um profissional, mas sobre estar na internet. Existem pessoas que acham que tem muito palco para compartilharem sua opinião tendo cinco seguidores no Twitter", falou.

"A quantidade de ameaças de morte que eu e minha família recebemos quando perco uma partida, é ridículo. Quando eu estava disputando a ESL One Cologne 2018 com a BIG, teve um cara que me mandou uma foto minha do lado de fora do hotel e falou que ia me matar. Foi a maior loucura que vi, apesar de nada ter acontecido", pontuou o britânico.

Joakim "jkaem" Myrbostad, ex-FaZe Clan e Renegades, é outro que já vivenciou essa triste realidade: "Muitas vezes o calendário é desgastante, sem tempo para descanso, torneio após torneio. Isso cansa, mas críticas destrutivas, ameaças à minha família também são coisas que acontecem diariamente", lamentou.

Já Mathias "MSL" Lauridsen, que desfrutou de alguns êxitos junto de sua North entre os anos de 2017 e 2019, foi outro a apontar as viagens e os longos períodos distante de sua casa em prol das competições:

"Têm duas coisas que vêm à minha cabeça: as pessoas tendo diversas opiniões sobre você, falando um monte de m**** e as viagens. Antigamente, chegávamos a ficar mais de um mês longe de casa, pulando de campeonato em campeonato", contou.

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