Treinador da Grayhound fala em "período de transição para a Austrália" e vê futuro próspero: "Estamos melhorando'
Comandante australiano falou acerca da campanha de sua equipe em solo carioca
por Lucas Benvegnú/10 de novembro de 2022 - 22:00/Capa: Sarah Cooper/ESL
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Pouco após a eliminação da Grayhound diante da Vitality, ainda na última quarta-feira (2), David "Kingfisher" Kingsford, treinador da composição australiana, falou sobre o balanço do IEM Rio Major 2022, competição na qual a equipe desbancou a badalada Cloud9 ainda na Etapa das Desafiantes.

"Claro que estamos felizes pelo jogo contra a Cloud9. Creio que nenhum time chega ao campeonato esperando ou querendo sair 0-3, ou 1-3, como nós saímos. Sentimos que poderíamos ter jogado melhor, mas o fato de que batemos a Cloud9, que é um time incrível, foi maravilhoso", disse o australiano.

Kingfisher, aliás, acredita que o improvável triunfo de 19 a 17 sobre a Cloud9 é um sinal de que ele e seus comandados têm condições de competir com algumas das melhores equipes do planeta:

"Com certeza sim. Creio que é a mais clara evidência de que trazer o Declan (Vexite) para o nosso time completou perfeitamente nosso elenco. No momento estamos melhorando rapidamente nos treinos, acredito que você conseguiu ver isso no nosso jogo contra a Cloud9 e até mesmo no segundo mapa contra a Vitalityo jogo de hoje. Mostramos que podemos fazer um pouco mais", ponderou.

Questionado sobre o que falta à Grayhound para repetir os feitos da Renegades de Jay "Liazz" Tregillgas de 2019, quando o clube alcançou por duas vezes as semifinais dos dois Majors disputados naquele ano, Kingfisher aponta os efeitos da pandemia como fator determinante para atrasar tal processo:

"Creio que a diferença de três anos atrás para agora foi o que a covid fez, nos isolando como região, também tivemos alguns dos jogadores mais experientes da Austrália, deixando a região, como o dexter indo para a MOUZ, o IGL daquele time, aquele núcleo da EXTREMUM, eles também meio que nos deixaram. Creio que seja um período de reconstrução para a Austrália, estando isolada e perdendo toda essa experiência", explicou.

Kingfisher, por sinal, acredita que uma ressurreisção da região passa muito pelas experiências no exterior, mas garante: o caminho até lá não é nada curto para a Grayhound: "Acho que não existe uma solução rápida. Precisamos de mais bootcamps, jogar mais campeonatos no exterior."

"Do jeito que o time está agora, podemos tirar vantagem de bootcamps no exterior. Como você viu aqui, estamos melhorando e isso será um processo gradual: jogar mais eventos no exterior e treinar mais com times europeus. Veremos até onde vamos com isso", completou.

O treinador, como praticamente todos os jogadores que tiveram a chance de atuar em frente ao público brasileiro no Riocentro, foi mais um a se render à torcida, embora esta não tenha apoiado a Grayhound contra a Vitality:

"Primeiramente, a torcida é incrível. A atmosfera, acho que nunca estive em um campeonato como este, as baterias, a torcida, os cantos, mas machucou eles terem torcido pelos favoritos, e não pelos azarões, mas eu entendo isso. O ZywOo é um jogador incrível, tenho certeza de que todos ficam animados vendo ele jogar. Para os meus jogadores, acredito que não pensaram muito na torcida estar contra nós, apenas focamos em nosso jogo e conseguimos não prestar muita atenção neles. Foi a maior torcida que já jogamos na frente, definitivamente a mais barulhenta também", contou.

Por fim, Kingfisher enumerou as metas para a Grayhound nesta reta final de 2022 e também para o primeiro semestre de 2023: "Vamos para casa, continuar trabalhando até o fim da temporada, tentar classificar para o máximo de torneios possíveis, conseguir bons bootcamps, buscar mais resultados bon, porque vencer a Cloud9 foi excelente, ter um bom mapa contra a Vitality também, mas ainda sentimos que podemos ser melhor do que 1-3, ou 0-3 no Major. Queremos passar para a próxima fase e causar danos à equipes europeias nestes grandes campeonatos", pontuou.

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