Com a conclusão do PGL Major Stockholm 2021 tendo se sucedido na tarde do último domingo (7), quando a Natus Vincere foi coroada campeã do torneio de maior prestígio do cenário mundial de Counter-Strike, uma curiosa sina permaneceu intocada.
Ao longo de mais de nove anos de CS:GO e dezesseis Majors disputados, nenhuma equipe que não falasse sua língua materna conseguiu levar para casa a taça mais cobiçada da modalidade.
A seleta lista de campeãs - agora acrescida pela presença da Natus Vincere - detém até então onze nomes, dos quais absolutamente todos são de equipes que comunicavam-se em sua língua materna.
Das suecas fnatic e Ninjas in Pyjamas, passando pela dinamarquesa Astralis, as brasileiras Luminosity e SK Gaming, as francesas LDLC e EnVyus, chegando à norte-americana Cloud9 ou à icônica polonesa Virtus.pro.

Todas estas, aliás, só possuíam jogadores da mesma nacionalidade, algo que mudou com o título da Gambit, em Kraków, no longínquo ano de 2017, visto que a equipe possuía em sua escalação três cazaques, um russo e um ucraniano, embora se comunicasse em russo.
A Natus Vincere, por sinal, foi outro desses casos. Por mais que seu núcleo seja russo, a equipe ainda tem em seu quadro os ucranianos Oleksandr "s1mple" Kostyliev e Valerii "b1t" Vakhovskyi, mas sua comunicação ocorre na língua russa.
Embora diversas equipes tenham tido a chance de quebrar esse tabu, como a Ninjas in Pyjamas com o finlandês Aleksi "allu" Jalli ou a própria G2 e sua mistura de nacionalidades franco-balcânica, quem mais chegou perto de tal feito foi a FaZe Clan.
No ELEAGUE Major Boston 2018, a equipe de Nikola "NiKo" Kovač teve a grande chance de pôr em sua prateleira o tão desejado troféu, chegando a estar à frente da Cloud9 por 15 a 11 no mapa decisivo do confronto, Inferno, mas desperdiçando tal margem e ficando com o amargo vice.
