Instantes após a BESTIA erguer o troféu da Circuit X Curitiba #3, ainda na noite deste domingo (20), Gustavo "tge" Motta falou à DRAFT5 sobre o começo do elenco majoritariamente brasileiro da organização argentina:
"É um começo muito bom, muito promissor. Eu acho que a gente vem trabalhando bastante, estamos ainda se entendendo. Tem aquela parada da 'lua de mel', mas eu tenho certeza que a gente está no caminho certo", comemorou.
O resultado, por óbvio, dá um enorme gás à BESTIA na corrida pela tão sonhada classificação ao PGL Major Singapore 2026. Embora a vaga ainda esteja distante, tge acredita que a consistência poderá coroar o trabalho de sua equipe:
"Eu acho que é um objetivo que devemos assumi-lo. Só que, assim como na RED Canids, quando a gente não tinha muita oportunidade e acabou jogando muito bem, eu falo bastante que a constância vai nos levar a isso", pregou.
"Não é jogar um jogo achando que é o último, e sim jogar todos da mesma intensidade, da mesma vontade. A constância vai nos levar para o Major. Eu acho que a gente está no caminho certo. Devemos pensar jogo a jogo, mas sem pensar lá no futuro, óbvio que visando o que é nosso objetivo", avaliou.
Muito embora tenha trabalhado com André "drop" Abreu e Kaue "kauez" Kaschuk na RED Canids, tge não se coloca como único 'pai' da ideia de trazer à dupla brasileira à BESTIA:
"A ideia, para ser sincero, ela é generalizada em toda a nossa staff, então é um planejamento que a gente visa o melhor para a BESTIA, com o nosso analista, com nossos managers. É uma parada que não é só eu, é todo mundo. Óbvio que eu tive influência e confiaram bastante em mim, até porque eu vivenciei o potencial que tinham drop e kauez", reconheceu.

"Visando toda a cena, eu acho que eram as melhores opções do mercado. Independente de mudar a bandeira ou não, eu acho que representamos ainda a parte sul-americana, pode-se dizer assim. Então, eu não tenho muito essa parada de argentino ou brasileiro, para mim todo mundo é do mesmo ambiente", assegurou.
"Vivi bastante tempo lá na 9z, sendo um dos únicos brasileiros, ou o único brasileiro... eu acho que aqui é a mesma coisa, a gente é gente da gente e somos todos iguais", completou.
Por fim, tge comentou a repercussão da BESTIA ter se tornado majoritariamente brasileira e como o resultado ajuda a apaziguar os ânimos entre os críticos: "Eu não vi muito, para ser sincero, as redes sociais, eu costumo não ver."
"Algumas pessoas me disseram que queriam que o core continuasse argentino, e ademais, eu acho que, como eu disse, fizemos as melhores escolhas dentro do que a gente poderia fazer, e estamos felizes com isso, estamos contentes, eu acho que estamos no caminho certo", pontuou.