É de praxe, em grande parte das modalidades, os atletas consagrados terem o respeito dos mais novos por todo o caminho percorrido e os feitos realizados. Mas parece que isso não vem acontecendo no Counter-Strike, pelo o que afirmou Epitácio "TACO" Pessoa na primeira edição do OVERTIME.
"É impressionante, hoje, andar nos campeonatos que a gente participa e (ver) os jogadores mais novos não olhar na sua cara para dar um 'Oi'. Pra que ser mala? É uma coisa que eu não consigo entender", opinou o duas vezes campeão de Major por Luminosity Gaming e SK Gaming.
"Essa falta de respeito afasta os jogadores", classificou.
Para dar mais contexto a opinião, TACO lembrou da relação que ele e os companheiros tinham com a antiga formação da Virtus.pro, a composta por grande parte do lendário quinteto polonês campeão de tudo na época do CS 1.6.
Respeito, inclusive, é o que não falta entre os jogadores do MIBR e Ricardo "dead" Sinigaglia, o gerente da equipe e quem também vem desempenhando o papel de treinador desde a saída de Wilton "zews" Prado.
"Não é a função que ele mais gosta de fazer, que ele nasceu fazendo. Mas vale lembrar que o único coach que tem mais título do que o dead é o zonic", disparou.
Sobre a relação de dead com grande parte dos integrantes da equipe, TACO disse que o manager "é um paizão para a gente. Tudo o que ele fez, foi por amor ao jogo e ao nosso time. É um cara que dá a vida pelo nosso time".
"São coisas que o público não vê. São coisas que acontecem nos bastidores e ninguém tem acesso e ele não fala porque ele não gosta de holofote. É uma pessoa que respeitamos muito e, para estar na posição que está hoje no nosso time, tem que ser alguém que respeitamos. A pior coisa que tem é você estar numa posição de liderança e seus atletas não te respeitarem", completou.
No OVERTIME, TACO também falou sobre a relação dos integrantes do MIBR e os jogadores da Yeah, e deixou claro que "no futuro próximo" será revelado a solução sobre o imbróglio da relação entre as duas equipes.
Segundo TACO, a relação entre as duas equipes "é de parceria. Não costumo falar com eles como patrão, mas sim como meus colegas de trabalho e pessoas que trabalham comigo, na mesma profissão que a minha".
"Deixamos o lado mais profissional com a Camila, a CEO da Yeah, enquanto o contato que tenho com os meninos é pessoal. A gente troca muita experiência de CS, assim como faço com várias outras pessoas" completou".
Quando questionado sobre a solução do conflito de interesse entre MIBR e Yeah, TACO deixou claro que "essa parte a gente deixou 100% na mão da Camila. A única coisa que posso adiantar é que a solução mais justa possível dentro de todas as regras e requisitos da Valve será divulgada em um futuro próximo".
"Apesar da minha participação como sócio, meu foco está na minha carreira como jogador", garantiu.
O mais novo integrante do MIBR Alencar "trk" Rossato é também o mais novo grande amigo de TACO, que no OVERTIME revelou que antes da chegada do jogador não conhecia o ex-Team oNe.
"É um cara muito gente boa, de coração gigantesco. Eu não o conhecia antes de entrar no MIBR. Ter esse período dá uma proximidade na nossa relação pessoal", afirmou.
"Relação e profissional estão interligadas. É uma coisa que eu falava sempre para o cold: 'as pessoas perguntavam para mim como era jogar com ele, aí eu olhava para o lado e estava um dos meus melhores amigos. Eu confio no cara e vou confiar no jogo dele também. Se ele estiver jogando mal eu vou tentar fazer de tudo para compesar ele. Lógico que tem times que funcionam mesmo com a galera não se gostando, mas eu prefiro ter essa boa relação pessoal além da profissional", completou.
TACO se diz impressionado com "falta de respeito" dos novos jogadores de CS com os mais veteranos
TACO opinou sobre o tratamento que os veteranos do CS vêm recebendo dos jogadores mais novos; falou sobre a boa relação entre os jogadores do MIBR e dead e ainda falou sobre a solução do conflito de interesse do Made in Brazil com a Yeah
/10 de agosto de 2020 - 19:17/Capa: Lucas Spricigo/DRAFT5