Em entrevista exclusiva à DRAFT5 após os showmatch que antecedeu a final da IEM Rio 2023, Epitácio "TACO" de Melo falou sobre voltar a jogar em frente à torcida brasileira, a vida longe do Counter-Strike e as possibilidades para o futuro de sua carreira:
"É sempre um momento único estar na frente da nossa torcida, ter esse contato com os nossos fãs, se encher dessa energia. São dois meses que estou sem realmente assistir o CS, acompanhar essa parte mais competitiva", contou o bicampeão de Major.
"Poder voltar desse jeito é maravilhoso. Não voltar né? Uma 'semi-volta', mas sentir isso aqui é maravilhoso. Eu diria que estou um pouco experiente nesse quesito, já joguei alguns campeonatos aqui no Brasil, mas é sempre diferente, uma emoção diferente. Nunca acostuma. A torcida brasileira é sensacional", enalteceu o Lampião.
Sem competir desde fevereiro, quando optou por deixar a escalação titular da 00NATION por questões de cunho pessoal, TACO ainda enxerga seu futuro como um enorme ponto de interrogação: "Literalmente está tudo 100% em aberto na minha carreira."
"Eu não descarto nenhuma possibilidade, nenhuma mudança. Não sei realmente o que vou fazer, se vou mudar de jogo, de time. Na verdade de jogo não, acho que não é uma possibilidade agora. Enfim, não sei o que vou fazer da minha carreira. Está tudo 100% em aberto. Realmente não sei o que quero fazer", explicou o brasileiro.
"Estou me cuidando, dando o meu melhor nesses últimos meses para cuidar da minha parte pessoal e fazendo isso, acho que vou estar apto a, no futuro, tomar a melhor decisão profissional para mim. Assim espero que eu faça e que eu consiga fazer toda a dedicação e esforço que normalmente coloco nos meus projetos", ponderou.
"Como você falou, sou viciado em vencer. Gosto muito de ganhar, de ganhar troféus. Com certeza isso é o que mais me motiva, é o ponto que mais me traria de volta", completou.

Por fim, TACO contou como tem sido a vida longe do Counter-Strike, a estranheza com a ausência das competições, bem como as descobertas em um período que considera "muito importante" para a continuidade na vida, seja pessoal ou profissional:
"A vida longe do Counter-Strike tem sido estranha, mas tem sido boa também. Hoje o calendário do CS é algo muito nocivo para o jogador, é muito desorganizado, você não consegue planejar muitas coisas e isso acaba cobrando caro", analisou.
"Tem sido estranho porque estou nisso há muitos anos. Estou desde 2015 fora do Brasil. Estou com 28 anos e estou há muitos anos fora de casa, longe de algumas coisas. Estou até descobrindo coisas novas que não sabia da vida morando no Brasil, descobrindo coisas que não sabia nem que existiam", brincou.
"Estou morando sozinho e isso traz alguns desafios que você precisa aprender no dia a dia. Sempre morei em gaming house. Estou aprendendo bastante, tem sido um período bem legal para mim, bem diferente, mas muito importante em relação ao autoconhecimento, várias coisas pessoais para que clareie tudo e eu consiga focar no que preciso quando o assunto é mais profissional", pontuou.
