Em recente artigo publicado pelo portal Cybersport e traduzido pelo escorewews.com, um suposto ex-funcionário da ESIC - órgão que atua na fiscalização do cenário global de esportes eletrônicos - fez duras críticas à empresa:
"Existem poucos funcionários na ESIC, e todos são advogados, estão muito distantes dos esportes eletrônicos. São um zero à esquerda", explicou "yarabeu" em e-mail enviado ao portal.
Segundo ele, além de não ter pessoas que realmente entendam de esports em seu quadro de colaboradores, a ESIC - que em teoria deveria ser uma organização sem fins lucrativos - só pensa em ganhar dinheiro.

"Oferecíamos às organizadoras de torneios uma forma de limpar a barra delas, o que custaria muito. Eles iriam querer uma vaga na comissão. Fazíamos eles pagarem e, no fim das contas, negávamos eles", contou o suposto ex-funcionário.
"O esquema deles é o seguinte: as casas de aposta pagam a ESIC, a ESIC põe o dinheiro na carteira e pensa em como colocar mais. Uma entidade sem fins lucrativos, você pensa. Minha carteira ficou enchendo por três meses. Era uma quantia decente", contou.
Ademais, "yarabeu" destacou que a própria Comissão falava explicitamente que ele não precisaria conduzir nenhuma investigação para faturar, podendo até arrumar um emprego paralelo:
"Eles me diziam abertamente: você não precisa fazer investigações, não precisa fazer nada, só analise um incidente de tempo em tempo e compartilhe o que encontrou", completou o anônimo.
