Embora a nova line-up da Astralis tenha empolgado o público do Counter-Strike em suas primeiras impressões, muitos ainda enxergam brechas no funcionamento da formação capitaneada pelo tetracampeão de Major Lukas "gla1ve" Rossander.
A principal delas, por sinal, refere-se à função de AWPer da equipe. Em um primeiro momento, tanto Kristian "k0nfig" Wienecke, quanto o próprio gla1ve desempenharam tal papel, com o jovem Philip "Lucky" Ewald optando por empunhar os rifles.
Sendo um dos mais renomados comentaristas do cenário mundial, Chad "SPUNJ" Burchill comentou a estreia do novo elenco da gigante em entrevista ao portal dinamarquês pley.gg, deixando claras suas dúvidas acerca da line-up:
"No geral, foi um bom começo para o time. Eu, todavia, ainda tenho muitas interrogações sobre como essa Astralis vai funcionar no futuro", ponderou. Ele, por sinal, relembra os tempos de Nicolai "device" Reedtz com a camisa do clube para dar embasamento a sua tese:

"É difícil acreditar que um time que foi o melhor do mundo com uma estrela empunhando a AWP vai conseguir repetir tal feito com o capitão atuando como AWPer. Se eles conseguirem e revolucionarem o jeito de jogar outra vez, méritos deles", afirmou.
"O fato de que o Lucky foi trazido para ser o sniper do time e agora vem jogando apenas de rifle diz o suficiente. Pôr ele em posições de âncora, B na Overpass, catwalk na Nuke, posições de um rifler, não foi para isso que a Astralis o contratou", analisou.
"Eu me preocuparia se fosse o Lucky", finalizou o australiano. Apesar das dúvidas acerca do jovem atleta, Kasper Hvidt, diretor da Astralis, destacou na última quinta-feira (25) que a organização acredita firmemente no potencial desta formação.
Ainda segundo o mandatário, o clube não pensa em mudanças a curto prazo e pretende manter tal quinteto para 2022 com o objetivo de se fortalecer a longo prazo e voltar a brigar por títulos do mais alto calibre do cenário mundial de CS:GO.
