short fala sobre sentimento de underdog da Arctic no RMR, mas avisa: "tá todo mundo motivado"
Protagonizando uma boa campanha no Brasil, a equipe busca reverberar seu sucesso internacionalmente no RMR das Américas
por Lucas Gerardi/28 de setembro de 2022 - 15:00/Capa: Rafael Veiga/DRAFT5

Cravando seu nome como uma das principais organizações atuando no Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) em solo brasileiro, a Arctic eSports está entre as sete representantes verde-amarelas no RMR das Américas. Protagonizando uma boa campanha no Brasil, a equipe busca reverberar seu sucesso internacionalmente no campeonato.

Como forma de entender melhor a preparação da organização para o campeonato, a DRAFT5 conversou com o capitão Paulo "short" Ballardini para falar sobre psicológico, o desafio e o momento que o time vive atualmente.

Na minha opinião, é uma coisa muito boa o momento que a gente tá. A gente vive um momento bom no Brasil, acabamos de ganhar o CBCS Masters 2022 sendo o segundo título seguido. Mas claro, não significa muita coisa pro nível que a gente quer chegar”, comenta o jogador.

Chegando ao RMR das Américas como uma das equipes brasileiras com menos experiência, a Arctic não carrega tanta pressão em suas costas como outras, como Imperial Esports e FURIA. Carregando o status de underdog, short mostra-se tranquilo e revela que o objetivo do coletivo é aprender o máximo que puder.

É muito bom esse status, vamos jogar sem pressão nenhuma - é meio que um clichê, né? Mas é verdade, vamos jogar sem pressão, tá todo mundo bem motivado porque o único que tinha jogado na Europa foi o ninjaZ. Vamos jogar sem peso nenhum, querendo aprender o máximo, sendo um time novo tanto de idade quanto de experiência. Tá todo mundo muito tranquilo”, observa.

A dias de jogar o campeonato mais importante do ano, o plantel sofreu mudanças em seu coletivo. Algo que poderia ser um problema para muitas equipes, na verdade foi algo que ajudou a Arctic de acordo com o jogador.

Mantendo-se no prisma positivo, short fala sobre os pontos negativos e positivos da entrada dos novos membros.

O exp somou muito desde a entrada dele, é uma função que o pessoal geralmente não observa muito ou não consegue ver porque não tá dentro de jogo. Não preciso nem falar do ponter, o último que a gente jogou o piria foi MVP e agora no Masters ele foi MVP. Então com certeza colocamos alguém a altura", avalia sobre as mudanças.

O lado negativo é que foi bem em cima dos campeonatos, do RMR e do CBCS, esse foi o único ponto negativo. Tiveram muitos pontos positivos, como a motivação que deu pra todo mundo. Foram mudanças que a gente precisava que acontecesse”, adiciona.

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A Arctic eSports foi a grande campeã da CBCS Masters. Foto: Filipe Carbone/DRAFT5

Substituindo as funções de Guilherme "piria" Barbosa, foi com o passar do tempo que toda a equipe começou a ser moldada para receber a nova engrenagem da máquina, Gabriel "ponter" Amaral, que ajuda a tornar a Arctic uma das melhores em solo brasileiro.

Ele encaixou como uma luva no time”, crava o capitão.

Mantendo um bom psicológico

Pouco menos de um ano desde sua chegada ao cenário de CS:GO, a organização figura entre as principais equipes da região verde-amarela. Nesses momentos, manter o psicológico estável para manter-se no topo é de extrema importância e o jogador sabe disso.

É uma parte importantíssima em qualquer time de alto desempenho, o Matheus Valle vem ajudando muito a gente. Enxergo o psicólogo como uma ‘cola’ do time, podemos dizer. As sessões individuais e coletivas são muito importantes pra entender o momento que está vivendo e entender melhor o companheiro pra resolver os problemas que vão acontecer no dia a dia”, comenta.

Considerados por ponter como "top 1 incontestável" em uma entrevista ao Dust2, a equipe cravou seu nome no panteão do CS nacional. Quando perguntado sobre qual o sentimento e como ele enxerga a Arctic em relação às outras brasileiras, ele revela que busca olhar além.

Não ligo muito pra ranking, principalmente agora que nosso objetivo está sendo jogar aqui fora. Então realmente ser o melhor do Brasil é um passo a ser dado, não um objetivo”, observa de forma confiante.

Uma equipe nova, com jogadores sem muita experiência internacional colocando-se frente a frente contra as melhores das Américas. Com um objetivo muito bem definido, o capitão mostra ter os pés no chão e garante quer dar um passo de cada vez.

Enxergo que, qualquer passo que dermos a mais aqui já vai ser muito bom pra gente. Só da gente chegar na próxima etapa do RMR, de chegar no Major já vai ser um passo gigantesco pra carreira de todo mundo. Tenho uma coisa muito clara que, pra mim, hoje eu não quero ganhar o Major, quero primeiro chegar lá. Depois que chegar lá, quero ir pra playoffs e quando chegar lá, quero ir pra final e assim por diante. Um passo de cada vez”, diz com calma.

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Paulo "short" Ballardini. Foto: Rafael Veiga/DRAFT5

Um dos maiores desafios do ano: o RMR das Américas

Após uma caminhada positiva em solo brasileiro, a Arctic terá a oportunidade de disputar um dos campeonatos mais importantes de 2022. Dando vaga para o IEM Rio Major 2022 - sonho de muitos brasileiros -, o RMR das Américas será um dos maiores desafios da equipe.

Competindo presencialmente nos palcos de Estocolmo, na Suécia, o primeiro desafio do plantel será a paiN Gaming. Vivendo um momento parecido com o da Arctic, a equipe também disputará ao campeonato com duas novas peças e busca continuar o desempenho forte que apresentaram no ESL Challenger Melbourne.

Não queremos pensar que isso vai ser uma coisa de outro mundo ou algo muito distante. Sabemos que somos bons no jogo e só temos que manter o que viemos fazendo. O principal é ter uma rotina, fazer o que está acostumado, entrar no campeonato com o pé no chão, saber que os caras tem mais experiência que a gente mas o CS é o mesmo. Vai ser round a round”, observa ao falar sobre o campeonato em geral.

Vai ser um ótimo jogo, a paiN também mudou duas peças. Então eles também não vão estar 100% encaixados, no nível que eles poderiam estar. É isso, eu estou bastante animado”, adiciona sobre o confronto inicial.

Fora das terras tupiniquins, a equipe terá uma oportunidade que não tiveram desde sua entrada no cenário: enfrentar times brasileiros que atuam fora da região e as internacionais. De olho em encontrar grandes elencos como os da Imperial Esports e FURIA, além de visar jogar contra o máximo de times que não possuem acesso no Brasil, short volta a bater na tecla que a equipe chega ao torneio sem pressões.

O projeto da Arctic desde o começo foi a longo prazo. Então nunca, em nenhum campeonato senti que a gente precisava ganhar, precisava classificar, isso é muito bom. A expectativa é que vamos conseguir surpreender porque somos o underdog. Enviamos nossos stickers - e o meu tá bem bonito -, então nosso objetivo com certeza é chegar no Major e ter sticker”, finaliza.

A Arctic estreia contra a paiN às 8h15 do dia 5 de outubro. Para saber a agenda completa do RMR das Américas para o IEM Rio Major 2022, fique ligado na nossa página de campeonatos.

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