Depois de tantas especulações acerca de seu retorno à FaZe Clan, Finn "karrigan" Andersen foi finalmente confirmado como reforço para a equipe europeia ainda em fevereiro, preenchendo a lacuna de um capitão de ofício que estava em aberto praticamente desde o fim de sua primeira passagem pela organização, em dezembro de 2019.
Em entrevista ao programa HLTV Confirmed, o dinamarquês de 30 anos comentou a decisão de deixar a mousesports para retornar àquela que foi sua casa entre os anos de 2016 e 2018, por onde conquistou alguns dos resultados mais expressivos de sua longa e vitoriosa carreira.
"Existiam alguns problemas na mousesports. Desde que a Covid-19 começou, tivemos diversos problemas com a situação do woxic, colocamos ele no banco depois da péssima performance na ESL One Cologne. Foi um período instável, e depois perdemos o Rejin. Senti que tive que lidar com tudo sozinho, foi difícil para mim", conta o veterano.
O fardo foi ficando cada vez mais pesado e karrigan via como iminente o término de seu contrato, o que tornava cada vez mais curto o prazo para a decisão entre ficar ou não com os ratos europeus.
"Já em janeiro, foi difícil escolher se eu ficaria com a mousesports ou não. A mouz não é uma organização que vai simplesmente comprar um jogador super caro caso isso seja preciso para ser a número um do mundo", explica.

"Eles vão atrás de um jogador jovem para tentar fazê-lo render no mais alto nível. Obviamente, o ropz é um grande exemplo disso funcionando, ele se tornou o melhor do mundo como rifler, na minha opinião", exaltou.
No fim das contas, a confiança e o apreço pela FaZe Clan pesaram e o dinamarquês voltou para a sua antiga casa: "Eu tive outras ofertas, mas nenhuma era tão interessante quanto ficar na mouz ou voltar à FaZe", garantiu.
A carência de um líder nato dentro do elenco da organização norte-americana também pesou, visto que a função vinha sendo desempenhada pelo brasileiro Marcelo "coldzera" David desde a saída de Nikola "NiKo" Kovač.
"A FaZe é uma organização na qual eu confio. Eu tive bons momentos com essa equipe e eu senti que esses jogadores precisavam de uma grande voz para voltarem ao topo", disse.

"Eu pensei na mudança por um mês, mas no fim das contas, não foi por dinheiro ou pela marca, foi por eu poder alcançar conquistas em minha carreira. Eu senti que seria mais difícil conquistar com a mousesports o que eu conquistei com a FaZe antes da line-up que tínhamos no começo do ano não funcionar", admitiu.
Por fim, o veterano estabeleceu objetivos ambiciosos para serem cumpridos até o fim do ano: "Minha meta é estar pronto para o Major em novembro e tudo que acontecer antes será parte da curva de aprendizado", esclarece.
"Não espero que a gente atinja o máximo já no próximo campeonato e se torne subitamente o melhor time do mundo ou algo do tipo. Claro que queremos ser top 4 no Major, é o que eu espero para nós em seis meses. Quando nós falarmos em daqui um ano, obviamente a meta será ser o número um", pontuou.
