2018 foi o ano da Team Wild e de Alef “tatazin” Pereira no cenário nacional. A equipe dominou o país, teve a ida de Lucas “Destiny” Bullo para a INTZ e a saída de Denner “KHTEX” Barchfield. Porém, apesar da “má fase” no início do ano, o time foi para a paiN Gaming e seguiram firme para o título da GC Masters III.
Em entrevista exclusiva a DRAFT5, tatazin falou um pouco sobre as mudanças na line-up, a empolgação para o crescimento do cenário latino-americano e o grande crescimento do trio da paiN ao chegar na LAN. Sobre as entradas de Rodrigo "biguzera" Bittencourt e Arthur "f4stzin" Schmitt, a decisão foi justamente de repor as peças com precisão.
"O Destiny e o KHTEX eram players que somavam bastante. Sabíamos que íamos ter que correr esse risco e optamos por dois meninos novos e que acabamos ensinando bastante. Quando chamamos eles para o time, pensamos em trazer players que fizessem a função dos dois que saíram. A gente sabia que os resultados não viriam de uma hora para outra, mas conseguimos conquistar esses dois campeonatos e mostrando evolução, isso é o que importa", declarou.
A opção por jogadores novos também veio de dois fatores, a falta de opções na época que limitava os alvos do trio ex-Team Wild e a busca por renovação na equipe, acreditando em um comprometimento diferenciado que novos talentos teriam.
"Estávamos sem opção na época, tivemos que arriscar. A gente preferiu ter sangue novo no time, porque quando você chama um cara old school, às vezes ele não dá o seu 100% e sabíamos que jogadores novos dariam tudo de si", lembrou.
A respeito da dominância em LAN, tatazin alegou que o time não sente mais a pressão de jogar presencialmente. Também relembrou o forte retrospecto do núcleo bicampeão da GC Masters.
"Nos últimos tempos, jogamos oito LAN's e vencemos sete, perdendo apenas a final da BGC para a W7M por 3 a 2. Acho que não temos mais nervosismo, já passou essa época. A gente só se preparar bem, todo mundo do time é muito confiante, principalmente PKL e land1n que formam a base comigo. Então a gente acaba passando isso para os meninos, não temos medo de jogar", finalizou.
Agora na disputa da BR League, a paiN terá mais uma vez a chance de se reafirmar presencialmente. A equipe que era considerada um pouco abaixo de DETONA e W7M, agora com trocas em ambas as equipes, passa a ser uma das mais estáveis do país. O jogador também espera que com maior profissionalização, as equipes possam ser mais estáveis.
"Com certeza se torna muito mais profissional, porque tem muito jogador que quer ficar trocando de time toda hora. Eu acho que isso vai ter que parar, porque agora é profissional mesmo, tem uma liga por trás, pagando. Acho que vai incentivar bastante todos os players, nosso cenário vai evoluir muito nesse semestre", comentou.
Tatazin é mais um dos jogadores que brigarão não só pelo título da BR League, mas como pela vaga na LA League, que agora reunirá os dois melhores da liga brasileira, juntamente com os campeões das divisões LAN (Norte) e LAS (Sul). O contato com as equipes “hermanas” também é muito positivo na visão do player.
"Acho o intercâmbio muito legal, a Isurus é um time muito forte, provando que a Argentina tem bons talentos. A própria Rejected é um time muito bom que enfrentamos na Aorus League, então é ótimo ter eles com a gente", frisou.
A paiN Gaming de land1n, tatazin, PKL, f4stzin e biguzera já está garantida na BR League e também segue disputando a BGC.
Seguro na LAN, tatazin destaca experiência da paiN: “Não temos mais nervosismo”
Após dominar o Brasil pela Team Wild, suporte comenta tranquilidade da equipe nos jogos presenciais.
/8 de agosto de 2019 - 16:16/Capa: Lucas Spricigo/Draft5