Sendo um dos membros mais longínquos da gigante Astralis, Peter "dupreeh" Rasmussen já viveu de tudo junto da organização. Das vacas magras às incontáveis glórias sob o banner da gigante dinamarquesa.
A recente saída de Nicolai "device" Reedtz levantou inúmeros questionamentos acerca do potencial da equipe sem sua maior estrela até então. dupreeh, no entanto, sabe bem como é viver sem o AWPer, visto que teve de substituí-lo no posto de sniper da composição enquanto device passava por problemas de saúde na reta final de 2017.
Logo após a vitória sobre a europeia Complexity que garantiu a Astralis nos playoffs da DreamHack Masters Spring 2021, o jogador de 28 anos falou à ESL sobre a situação atual da equipe, as mudanças provocadas pela saída de device e as expectativas futuras para os dinamarqueses.
"Queremos provar que podemos jogar bem sem o device. Você se apega a maus hábitos e você não percebe que o problema às vezes é sobre encontrar um novo sentimento, uma nova motivação. Então, tem sido prazeroso jogar", introduziu.
A respeito de suas funções desempenhadas desde a saída da estrela dinamarquesa, dupreeh mostrou-se feliz com a adaptação: "Eu peguei a AWP, estou jogando em uma nova posição, tenho que fazer novas coisas, é algo que me motiva e me dá a alegria de jogar. É divertido jogar em uma nova posição. Tenho muito o que aprender", admitiu.
"Obviamente, eu já desempenhei essa função quando o device esteve em recesso médico, mas o jogo mudou muito desde então. Mudou também que o device não está mais aqui, então as pessoas não pode se questionar porque o dupreeh está usando a AWP se o device é melhor com essa arma, o que tira a pressão de mim", ponderou.
Apesar disso, dupreeh vê que o tempo vem sendo inimigo da Astralis na adaptação à vida sem device: "Não tivemos tempo para fazer nada. Na Vertigo, o Bubzkji não sabia as granadas do bombsite A e eu fiquei tipo 'não importa, vamos na mira'. Não houve tempo para nos prepararmos e colocarmos as coisas em ordem", disse.
dupreeh ainda foi bastante realista acerca da forma como a equipe vem trabalhando em cima de sua abordagem do jogo, destacando que a era online prejudicou o estilo de jogo - outrora consagrado - da Astralis, famosa por definir o meta do Counter-Strike por sua hegemonia construída entre os anos de 2018 e 2019.
"Estamos tentando olhar para os outros times e ver o que eles estão fazendo de certo, como estão abordando o jogo, porque antigamente, éramos nós que definíamos o meta. Temos tido dificuldades nesse aspecto durante a era online. Estamos tentando melhorar e perceber o que é o melhor para nós", pontuou o dinamarquês.