Profissionais repercutem a mais nova atualização do Counter-Strike
FalleN, device, TACO, NiKo, ropz e outros compartilharam suas opiniões acerca do update
por Lucas Benvegnú/22 de setembro de 2021 - 21:00/Capa: Arte/DRAFT5/Divulgação/Team Liquid/Ninjas in Pyjamas
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A chegada da Operação Riptide, ocorrida na noite da última terça-feira (21), trouxe consigo algumas mudanças expressivas no gameplay do Counter-Strike: Global Offensive, alterando alguns aspectos que prometem abrir um verdadeiro leque de opções dentro do jogo.

E de imediato após a atualização, muitos jogadores de alto nível do cenário mundial compartilharam suas opiniões acerca das mudanças implementadas pela Valve. O brasileiro Gabriel "FalleN" Toledo, capitão da Team Liquid, foi um dos primeiros a falar sobre:

"Dust2 sem pagar pedágio meio! Acho que vai ajudar o mapa. Esse RNG era bem desnecessário, apesar de ser autêntico do mapa", disse o Verdadeiro. RNG é uma sigla que poderia ser traduzida como algo "muito aleatório", a qual foi utilizada por FalleN para definir a icônica pescada meio do mapa.

Epitácio "TACO" de Melo, com seu bom humor e carisma de sempre, tuitou: "Cinco anos tomando tiro para chegar 2021, eu virar jogador do bombsite A e eles atualizarem", disse em referência aos seus tempos executando a ingrata função de solo B.

Já Vinicius "VINI" Figueiredo, da FURIA, equipe que historicamente tem na Dust2 seu permaban, foi outro a falar em tom de brincadeira: "Arrumaram a Dust2 finalmente", postou. Ele ainda teve a felicidade de ganhar uma das novas facas da Operação Riptide, avaliada em cerca de R$1 mil.

Já o experiente Gustavo "SHOOWTiME" Gonçalves, da Imperial, questionou a possibilidade das equipes apostarem em estratégias mais ousadas para travarem avanços rivais graças à nova funcionalidade de drop de granadas, funcionalidade que mal chegou e já vem sendo alvo de críticas por parte de alguns atletas.

Robin "ropz" Kool, da mousesports, aliás, destacou a mudança que o meta sofrerá graças à esta nova possibilidade, enquanto Nikola "NiKo" Kovač, da G2, e Nicolai "device" Reedtz, da Ninjas in Pyjamas, mostraram-se resistentes à mudança.

"Não sou muito fã do drop de granadas", disse o bósnio. "A mudança é boa, mas talvez tenha sido feita muito próxima do Major com essa mudança nas granadas", publicou device em seu Twitter. O dinamarquês ainda elogiou o visual das novas skins apresentadas pela Valve, dentre as quais estão quatro obras brasileiras.

O ex-treinador de MIBR e FaZe Clan, o sérvio Janko "YNk" Paunovic, hoje parte da mesa de análises da gigante ESL, compartilhou uma visão mais crítica acerca das mudanças: "Atualização gigantesca. Me preocupo com a mudança na Dust2, onde você poderá não ver o meio tão cedo, o que pode impactar nas dinâmicas do mapa", ponderou.

"Sobre o drop de granadas: não, um cara sozinho não terá como dar fake de uma execução completa pelo timing das smokes e das flashes ser muito óbvio. (...) Contudo, é mais difícil para se ter uma leitura de jogo baseada no uso de utilitários", contrapôs.

Valdemar "valde" Bjørn Vangså, da OG, mostrou-se contente com a atualização em entrevista à pley.gg: "Minha impressão inicial é que existem muitas mudanças, especialmente em relação às granadas. Obviamente, ainda não tivemos tempo de testar isso, mas parece algo significativo", ponderou.

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valde foi outro que não gostou do timing das mudanças | Foto: Stephanie Lieske/ESL

"Isso pode ser benéfico para nós. O Aleksib é um cara que pensa muito no jogo, está sempre vendo demos. (...) Ele ainda é muito criativo na hora de usar as granadas", enalteceu. Entretanto, valde corroborou com a opinião de seu compatriota device, criticando o momento da atualização:

"Não preciso nem falar que o timing das mudanças não foi o melhor. Contudo, creio que seja algo que precisamos aprender a conviver. (...) É importante ser um dos primeiros a se adaptar às mudanças, ou você estará em desvantagem. É o jeito que a Valve trabalha", afirmou.

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