Profissionais comentam sobre sensação de jogar um presencial durante a pandemia
WESG foi o primeiro presencial após um ano de torneios online
por Gabriel Melo/24 de março de 2021 - 20:30/Capa: Arte por DRAFT5
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Após quase um ano com as competições sendo disputadas pela internet, o Brasil voltou a ter um importante presencial acontecendo mesmo ainda durante a pandemia causada pelo COVID-19: as finais da divisão nacional da WESG 2021. Quatro equipes estiveram envolvidas com a disputa e a DRAFT5 conversou com três delas de modo a saber como foi voltar a disputar uma LAN.

Campeão do torneio masculino, Lucas "destiny" Bullo afirmou que "a sensação sempre vai ser boa de jogar na LAN. É muito melhor do que jogar na internet, enquanto a integrante do MIBR Julia "julih" Gomes apontou que "foi muito nostálgico, a sensação da volta em disputar em LAN".

Dos entrevistados pela reportagem, o capitão da Sharks Jhonatan "jnt" Silva foi o único que disse que não era a hora do Brasil voltar a ter um presencial, apesar de ter sido "muito legal voltar a jogar uma LAN"

"Não achamos o timing bom, com o Brasil vivendo sua pior fase. Foi um evento muito bem organizado e não faltou nada, mas acho que ainda não era hora de ter evento presencial", apontou o jogador.

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Divulgação / WESG

Como bastante mostrado pelo comitê organizador pelas redes sociais, todo o cuidado com os jogadores e pessoas envolvidas no torneio foi tomado, com exames RT-PCR sendo realizados com frequência. Além disso, desde proteções básicas como distanciamento e máscaras foram seguidas, bem como divisão entre os atletas feito por uma placa de acrílico no palco.

Bruna "bizinha" Marvila e destiny afirmaram que não tiveram receio de que algo acontecesse a ponto de interferir na realização do presencial. "Fizeram testes antes e durante o evento. A WESG mandou bem nessa questão da segurança e foi bem seguro", disse o integrante da Paquetá. Já a atleta do MIBR afirmou que "não era algo que estava pensando. Se, eventualmente, alguém estivesse sem condições de jogo, teria que ver o que poderia ser feito".

Em contrapartida, julih apontou que "claro que pensei que poderia acontecer algo de ruim. No momento em que estamos vivendo, tudo pode acontecer. Mas para mim, a saúde é sempre em primeiro lugar. Então, se alguém testasse positivo, nada mais justo que um adiamento ou cancelamento como medida".

jnt foi mais além e revelou que "tentamos conversar com os organizadores, porém não foi possível adiar ou realizar o evento online. Mesmo com todos os cuidados, alguém poderia ser infectado ou já estar e não acusar no teste".

"Acho que deveria ter tido mais tempo, antes de começarmos eventos no Brasil. Acredito que é um caso diferente do resto do mundo, onde a vacinação já está mais avançada", finalizou o capitão da Sharks.

O PÚBLICO FEZ FALTA?

Apesar de as finais da divisão brasileira da WESG terem sido disputadas presencialmente, o público não se fez presente e, na opinião de destiny, "com público a emoção seria muito mais alta. Mas por já ser LAN, teve emoção e adrenalina do mesmo jeito".

julih afirmou que, "particularmente falando, acho que não perdeu tanta emoção sem o público. Claro que você olhar para frente e ver aquela torcida para o seu time, é absurdo, mas acho que por nós estarmos tanto tempo sem um presencial, teve a emoção especial de estar ali disputando em LAN"

bizinha segue o raciocínio da companheira dizendo que "o contato com o público é bom porque nos aproxima da torcida. Teríamos contato com pessoas que até então só conhecíamos no Twitter. Torcendo para essa pandemia acabar para um dia conhecer os fãs do MIBR feminino que tanto interagem com a gente pela internet".

A pandemia causada pelo novo coronavírus vem assombrando o mundo desde o final de 2019 e, passado pouco mais de um ano, no Brasil, de acordo com Ministério da Saúde, até a publicação desta matéria foram contabilizados mais de 12 milhões de pessoas que testaram positivo para a doença. Deste total, cerca de 300 mil morreram.

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