Prévia: Entre dominância dinamarquesa e surpresa finlandesa, IEM Katowice Major 2019 terá final inédita neste domingo
A consolidada Astralis enfrentará a emergente ENCE
por Lucas Benvegnú/3 de março de 2019 - 13:06/Capa: ESL
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O IEM Katowice Major 2019 terá seu grande campeão definido na tarde deste domingo (3), com a grande final da competição sendo disputada a partir das 15h.

A toda poderosa Astralis, considerada a melhor equipe do mundo, que venceu a MIBR para chegar à final, enfrentará os finlandeses da ENCE, em teoria, os azarões da competição, que bateram a Natus Vincere para chegar à inédita final de Major.

Enquanto a campeã do torneio levará $500 mil, a segunda colocada ficará com $150 mil. A disputa ocorrerá na na Spodek Arena, em Katowice, na Polônia.

OS FAVORITOS

O grande trunfo de ambas as equipes nórdicas na competição foi a consistência no quesito coletividade.

Pelo lado dinamarquês, o trabalho de granadas e os setups defensivos são os pontos altos do time. Do lado TR, a composição mostra entradas muito bem executadas, oferecendo pouquíssimas brechas para os adversários punirem-a. Já do lado CT, as formações da equipe possibilitam um trabalho de miras cruzadas que não deixam espaço para os adversários, além do domínio de mapa e a agressividade nas pontas.

Na trocação, a equipe leva muita vantagem, muito por conta de Peter "dupreeh" Rasmussen, que mesmo atuando como entry fragger, acumula números invejáveis, como o rating 2.0 de 1.21 e o ADR de 81.3 ao longo de nove mapas jogados na competição.

O grande destaque da Astralis fica por conta de Nicolai "device" Reedtz. Aos 23 anos, o AWPer ostenta estatísticas excepcionais, como o rating 2.0 de 1.29 e o ADR de 80.9. Outro ponto forte do AWP é a versatilidade, que lhe permite jogar também com os rifles em rounds onde a economia não favorece sua equipe.

Emil "Magisk" Reif também executa um papel importante na composição, sendo essencial para punir os avanços adversários, especialmente do lado TR, onde costuma jogar mais recuado, atuando como lurker.

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Apesar do jogo coletivo da Astralis ser excelente, a individualidade de device é capaz de se sobressair | Foto: HLTV.org

Andreas "Xyp9x" Højsleth, o clutch master da equipe, e Lukas "gla1ve" Rossander, In-Game Leader,  completam o dream team dinamarquês, que ainda conta com o experiente Danny "zonic" Sørensen no comando técnico.

Os dinamarqueses chegam para defender seu posto de atuais campeões do Major e, graças a esse e outros fatores, a equipe é considerada a grande favorita para conquistar o título.

OS AZARÕES

Assim como a Astralis, a ENCE mostrou um jogo coletivo muito sólido, dependendo muito pouco da individualidade para chegar tão longe na competição.

Assim como os adversários, os finlandeses apresentam um trabalho de smokes praticamente impecável do lado TR, enquanto do lado CT, a disciplina e a capacidade de impor o ritmo de jogo sobre os adversários beneficia a equipe. Outro ponto que favorece a ENCE contra grande parte das equipes do torneio é o vasto map pool que a equipe apresenta.

No confronto das quartas de final, o grande destaque da equipe foi o experiente Aleksi "allu" Jalli, com 55 eliminações entre dois mapas. Na semis, Jani "Aerial" Jussila mostrou bons números mesmo executando a função de entry fragger, sendo essencial para o triunfo finlandês sobre a Natus Vincere, acumulando sessenta eliminações durante a série.

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Principais nomes da equipe, allu e sergej agregam experiência e juventude à ENCE, respectivamente | Foto: HLTV.org

O promissor Jere "sergej" Salo ainda não foi capaz de mostrar tudo que se espera de um jogador tão novo e ao mesmo tempo tão habilidoso. Aos 17 anos, o rifler é peça essencial na composição finlandesa, mas só fez aparições pontuais ao longo da competição.

Completando a line-up, Sami "xseveN" Laasanen, que faz a função de suporte da equipe, e Aleksi "Aleksib" Virolainen, que costuma puxar as calls juntamente com allu, além de executar a função de lurker de forma muito disciplinada, punindo os avanços adversários e buscando espaço no mapa para tornar uma rotação nos momentos finais de round possível.

Em ambos os lados, xseveN e Aleksib se destacam pelo trabalho com os utilitários, com 6 e 6.8 de dano médio de utilitários por round, respectivamente.

Do lado dos finlandeses, a chance de fazer história e o retrospecto recente contra grandes equipes traz a esperança do título inédito, apesar da equipe ser considerada a grande azarona da competição.

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