O Brasil estará em peso no PGL Stockholm Major 2021, com quatro equipes e 21 jogadores ao todo. Este será o 12º torneio apoiado pela Valve que contará com a participação do país, o qual não ficou fora de uma edição sequer desde o ESL One Katowice 2015.
Diante da história quantidade de representantes que o Brasil terá no Major de Estocolmo, a DRAFT5 preparou esta reportagem, cujo objetivo é contar a história das equipes do país nesse tipo de campeonatos.
O INÍCIO DO SONHO
Keyd Stars foi a primeira equipe brasileira a se classificar para um Major, o que aconteceu em Katowice no ano de 2015. O quinteto então liderado por Gabriel "FalleN" Toledo se classificou para o torneio como um dos oito melhores da seletiva que antecedeu no ESL One Katowice. A vaga foi conquistada com muito suor já que, no classificatório, o time estreou perdendo para mousesports (mouz), mas depois se recuperou batendo INSHOCK e Team Dignitas.
Keyd Stars no ESL One Katowice 2015 Gabriel "FalleN" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Ricardo "boltz" Prass
Lucas "steel" Lopes
Caio "zqk" Fonseca
Os Guerreiros estrearam no ESL One Katowice 2015 pelo Grupo C e perdendo para Ninjas in Pyjamas (NiP). Por conta desse revés, a Keyd caiu para a repescagem da chave e lá deu a volta por cima batendo HellRaisers e Counter Logic Gaming (CLG), respectivamente, avançando assim para o mata-mata.
Tal resultado foi histórico não só para a equipe, como também para o país já que colocava a Keyd no Top 8 do Major, garantindo assim participação direta na próxima edição. Mas nos palyoffs FalleN e companhia não foram tão longe, sendo eliminados nas quartas de final para a Virtus.pro após derrota por 2 a 1.

Da Polônia, a equipe liderada por FalleN foi disputar outro Major naquela temporada em Colônia, na Alemanha. Foi o ESL One Cologne, mas com o time vestindo a camisa da Luminosity e, mais uma vez, sendo o único representante do país nos torneios apoiados pela Valve. A novidade no elenco estava na presença de Marcelo "coldzera" David.
A estreia da equipe neste Major foi com vitória sobre Team Kinguin em duelo válido pelo Grupo B. Contudo, no confronto valendo a primeira vaga da chave, a Luminosity caiu para a repescagem após perder para EnVyUs. O tudo ou nada foi contra FlipSid3 Tatics, com os brasileiros levando a melhor na prorrogação em 22 a 18 na Cobblestone.
Este triunfo colocou FalleN e companhia, mais uma vez, entre os oito melhores times de um Major, garantindo automaticamente na edição seguinte. Mas, assim como em Katowice, o quinteto caiu nas quartas de final, agora para fnatic após derrota por 2 a 0.
Luminosity no ESL One Cologne 2015 Gabriel "FalleN" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Ricardo "boltz" Prass
Lucas "steel" Lopes
Marcelo "coldzera" David
Ainda em 2015 aconteceu o terceiro Major a contar com a presença de uma equipe brasileira: DreamHack Open Cluj-Napoca, entre outubro e novembro. Mais uma vez, sozinha, a Luminosity carregou a bandeira do país, mas sem mudanças no elenco.
Este foi o primeiro Major que o time avançou para o mata-mata com uma das melhores campanhas da fase de grupos. Integrante do Grupo A, Luminosity estreou vencendo Cloud9 e conquistou a vaga para a fase seguinte batendo a fnatic. Com isso, novamente, se garantiu no torneio seguinte, mas não passando das quartas de final já que perdeu para Natus Vincere (NAVI).
O BRASIL NO TOPO
Por si só 2016 era para ser um ano especial para o CS brasileiro por conta da comemoração de uma década do título da ESWC 2006. Mas o festejo foi duplo já que naquela temporada o país soltou o grito de campeão, pela primeira vez, em um torneio Tier 1 no Global Offensive.
O feito aconteceu no MLG Columbus 2016, Major disputado no início daquele ano e no qual, novamente, Luminosity foi a única representante do Brasil. Diferente do anterior, o time chegou com Lincoln "fnx" Lau e Epitácio "TACO" Lima.
Luminosity no MLG Columbus 2016 Gabriel "FalleN" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Ricardo "boltz" Prass
Lincoln "fnx" Lau
Epitácio "TACO" Lima
Em Columbus, novamente, a Luminosity sobrou na fase de grupos, estreando pelo Grupo A batendo a mouz e depois avançando para o mata-mata com triunfo sobre NiP. A história do time no torneio continuou, com a sina de eliminação em quartas de final sendo quebrada com um 2 a 1 de virada sobre Virtus.pro.
Pela primeira vez em uma semifinal, o time bateu a "dona da casa" Team Liquid por 2 a 0, mas em uma MD3 com duas prorrogações. E, na grande final, a Luminosity desbancou a Natus Vincere, também por 2 a 0.

DUAS ESTRELAS NO PEITO
A conquista alçou a equipe para o topo do cenário mundial, no qual conseguiu se manter por todo 2016, um ano histórico para o Brasil no Counter-Strike não só por um, mas dois títulos de Major. O bicampeonato aconteceu na ESL One Cologne 2016, quase três meses após o anterior.
O elenco campeão foi o mesmo do MLG Columbus, mas por outra organização: SK Gaming, uma das mais históricas da modalidade e que teve o gostinho de poder dizer que venceu um Major na cidade natal.
A vitoriosa trajetória começou pelo Grupo D, vencendo a G2, e a classificação para o mata-mata veio com triunfo contra FaZe Clan. FlipSid3 Tactics foi a vítima nas quartas, enquanto nas semis vitória contra Virtus.pro. Já na decisão, 2 a 0 contra Liquid que tinha Luis "peacemaker" Tadeu como treinador.
SK Gaming no ESL One Cologne 2016 Gabriel "FalleN" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Ricardo "boltz" Prass
Lincoln "fnx" Lau
Epitácio "TACO" Lima
Passado o bicampeonato, a SK foi a única representante do Brasil no ELEAGUE Major Atlanta 2017, com o português Ricardo "fox" Pacheco no elenco. Esse torneio foi o primeiro a ser disputado no sistema suiço, com o time avançando para o mata-mata com três vitórias e uma derrota. FalleN e companhia começaram bem os playoffs vencendo a FaZe, mas caíram diante a Virtus.pro na semifinal.
COMPANHIA DE PRATA
O primeiro Major a contar com duas equipes brasileiras foi o PGL Major Kraków 2017. A missão de carregar a bandeira do país foi dividida entre SK e Immortals, Top 2 do Minor norte-americano e que conquistou a vaga na seletiva que antecedeu o torneio.
Por parte do time liderado por FalleN, novidade com a presença de João "felps" Vasconcellos. Já a base da Immortals veio da Tempo Storm na metade de 2016, mas com algumas mudanças. Permaneceram do elenco original Henrique "HEN1" Teles, Lucas "LUCAS1" Teles e Ricardo "boltz" Prass, enquanto Vito "kNg" Giuseppe e Lucas "steel" Lopes completaram a escalação.
SK Gaming no PGL Major Kraków 2017 Gabriel "FalleN" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Marcelo "coldzera" David
João "felps" Vasconcellos
Epitácio "TACO" Lima
Immortals no PGL Major Kraków 2017 Henrique "HEN1" Teles
Lucas "LUCAS1" Teles
Ricardo "boltz" Prass
Vito "kNg" Giuseppe
Lucas "steel" Lopes
A SK, mais uma vez, terminou a primeira fase vencendo três das quatro séries que disputou, enquanto Immortals se classificou para o mata-mata ficando com uma das últimas vagas, com três vitórias e duas derrotas. Enquanto o time de FalleN voltou a parar nas quartas, perdendo para Astralis, o de kNg foi até a grande final com triunfos sobre BIG e Virtus.pro, mas perdendo o título para a Gambit.

BRASIL E OS VISTOS
O ELEAGUE Major Boston 2018 seria mais um dos torneios apoiados pela Valve a ter dois representantes brasileiros, o que acabou não acontecendo porque a 100 Thieves - antiga Immortals - anunciou que não iria disputar a competição, devido a problemas com visto por pate dos jogadores. Com isso, SK passou a ser o único time do país no campeonato.
Como terminou o Major anterior no Top 8, SK entrou neste diretamente no Legends Stage. O time foi bem, avançando para o mata-mata com três vitórias e uma derrota. FalleN e companhia ficaram a uma série da grande final, passando pela fnatic nas quartas, mas caindo diante Cloud9 nas semis, em um dia no qual o time disputou duas MD3 completas seguidas.
"MIBEAUR"
Ainda em 2018, o Brasil esteve presente no FACEIT Major London, o primeiro do MIBR após o retorno da tag ao competitivo. A organização, agora sob o comando da Immortals Gaming Club, assinou com o quinteto que vinha defendendo a SK, mas chegou nesse campeonato tendo como novidades as presenças de Jacky "Stewie2K" Yip e Tarik "tarik" Celik.
O time começou o Major, mais uma vez, nos Legends Stage, se classificando para o mata-mata com três vitórias e duas derrotas. Nas quartas, passou pela Complexity, mas caiu nas semifinais para NAVI.
OS PANTERAS CHEGARAM
O IEM Katowice Major abriu 2019 com o Brasil, novamente, tendo duas equipes entre as participantes: MIBR, com o retorno de TACO e felps, e FURIA, que estreava em torneios promovidos pela Valve
Os Panteras começaram pelo Challengers Stage, mas não conseguiram ir muito longe já que perderam três das quatro séries que disputaram. Já o MIBR chegou no mata-mata por conta das três vitórias e uma derrota que conseguiu no Legends Stage. Mais uma vez o time de FalleN caiu nas semifinais, mas agora para Astralis.

STATUS PERDIDOS
StarLadder Berlin Major 2019 foi o último da série de campeonatos promovidos pela Valve antes do hiato causado pela pandemia do novo coronavírus. Se por um lado foi a competição que contou com a maior quantidade de equipes brasileiras até então, com FURIA, MIBR e INTZ, por outro nele o país perdeu o status de Legends que mantinha o ESL One Colonge 2015.
O MIBR se apresentou nesse Major com elenco um pouco modificado em relação ao anterior: LUCAS1 fazia parte do time e o treinador Wilton "zews" Prado precisou completar, assumindo a vaga deixada por Marcelo "coldzera" David, que a equipe poucos meses antes.
INTZ e FURIA não conseguiram passar do Challengers Stage, com os Intrépidos perdendo todos os duelos que enfrentaram, enquanto os Panteram venceream, pelo menos, uma série. Já o MIBR não conseguiu avançar para o mata-mata tendo em vista que o time terminou o Legends Stage com uma vitória em quatro compromissos.
PARTICIPAÇÃO RECORDE
Os Majors retornam neste ano com o PGL Stockholm Major 2021, que terá a presença de cinco equipes brasileira - recorde na história do país. São elas: FURIA, GODSENT, paiN Gaming, Sharks. O torneio está marcado para ser disputado a partir de 26 deste mês e você poderá acompanhar tudo na DRAFT5.