peacemaker revela bastidores da época em que treinou a TYLOO
Treinador falou sobre as dificuldades de comunicação, elogiou seus antigos jogadores e relembrou a desistência do clube de participar do Major de Boston
por Bruno Dal Ava/2 de março de 2024 - 11:00/Capa: EPICENTER
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O brasileiro conta que o primeiro contato com a organização chinesa surgiu após ele deixar a Misfits, quando recebeu um e-mail da TYLOO informando que o clube buscava um treinador com experiência internacional.

"Eles tinham uma estrutura muito bacana, intenções muito boas. Levar a equipe para ficar um grande espaço de tempo na Europa pra evolução. Tinha toda uma estrutura e investimentos que iam ser feitos na line-up", explicou o comandante.

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BnTeT era um dos principais jogadores da TYLOO na época | Foto: Stefan Petrescu/PGL

Após aceitar o desafio, peacemaker revela que o grande desafio na organização era a barreira linguística, visto que, em todos os treinos, era necessário um tradutor junto ao treinador para explicar os ensinamentos a equipe chinesa.

Apesar do problema de comunicação, o brasileiro ressalta que aprendeu muito com o respeito e a união dos jogadores. "A principal coisa que eu aprendi e admirei na TYLOO foi o respeito e a união que eles tinham entre eles e com o treinador. Mesmo com todas as dificuldades, todos os desafios, eram cinco garotos muito dedicados, muito interessados".

Mesmo com a adição de Vladyslav "bondik" Nechyporchuk em prol de facilitar a comunicação do treinador com os jogadores e a classificação ao ELEAGUE Major Boston 2018, peacemaker decidiu deixar a TYLOO ao fim da temporada para assumir a Heroic.

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bondik chegou como "peça-chave" de peacemaker na TYLOO | Reprodução/StarLadder

"Eu senti que meu trabalho estava limitado e seria difícil de lidar ao longo prazo. Tive um convite da equipe da Heroic e eles eram a 'irmã da Astralis' na época, eram da mesma empresa. Então eu vi não só a oportunidade de treinar uma equipe onde eu teria uma autonomia maior pra trabalhar e com jogadores melhores, mas também de um dia, vislumbrar ser coach da Astralis", explicou peacemaker.

A TYLOO, entretanto, não viria a participar do Major disputado nos Estados Unidos, já que Hansel "BnTeT" Ferdinand sofreu com os problemas de visto e não pode disputar o torneio. Na época, o clube tentou contar com os serviços de peacemaker, mas o brasileiro acabou por recusar a proposta.

peacemaker finaliza o vídeo explicando que é "muito desafiador" treinar um time chinês e se aceitaria um projeto desse porte novamente. "Precisaria ser com algum capitão que fala inglês ou em um outro cenário, em outra situação, pois é muito desafiador, pra não dizer impossível", finalizou o técnico.

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