Na última quinta-feira (29), o treinador brasileiro Luis "peacemaker" Tadeu revelou alguns bastidores da época em que atuou como técnico da TYLOO, em 2017. O vídeo, que conta com quase 20 minutos, foi publicado em seu canal no YouTube.
O brasileiro conta que o primeiro contato com a organização chinesa surgiu após ele deixar a Misfits, quando recebeu um e-mail da TYLOO informando que o clube buscava um treinador com experiência internacional.
"Eles tinham uma estrutura muito bacana, intenções muito boas. Levar a equipe para ficar um grande espaço de tempo na Europa pra evolução. Tinha toda uma estrutura e investimentos que iam ser feitos na line-up", explicou o comandante.

Após aceitar o desafio, peacemaker revela que o grande desafio na organização era a barreira linguística, visto que, em todos os treinos, era necessário um tradutor junto ao treinador para explicar os ensinamentos a equipe chinesa.
Apesar do problema de comunicação, o brasileiro ressalta que aprendeu muito com o respeito e a união dos jogadores. "A principal coisa que eu aprendi e admirei na TYLOO foi o respeito e a união que eles tinham entre eles e com o treinador. Mesmo com todas as dificuldades, todos os desafios, eram cinco garotos muito dedicados, muito interessados".
Mesmo com a adição de Vladyslav "bondik" Nechyporchuk em prol de facilitar a comunicação do treinador com os jogadores e a classificação ao ELEAGUE Major Boston 2018, peacemaker decidiu deixar a TYLOO ao fim da temporada para assumir a Heroic.

"Eu senti que meu trabalho estava limitado e seria difícil de lidar ao longo prazo. Tive um convite da equipe da Heroic e eles eram a 'irmã da Astralis' na época, eram da mesma empresa. Então eu vi não só a oportunidade de treinar uma equipe onde eu teria uma autonomia maior pra trabalhar e com jogadores melhores, mas também de um dia, vislumbrar ser coach da Astralis", explicou peacemaker.
A TYLOO, entretanto, não viria a participar do Major disputado nos Estados Unidos, já que Hansel "BnTeT" Ferdinand sofreu com os problemas de visto e não pode disputar o torneio. Na época, o clube tentou contar com os serviços de peacemaker, mas o brasileiro acabou por recusar a proposta.
peacemaker finaliza o vídeo explicando que é "muito desafiador" treinar um time chinês e se aceitaria um projeto desse porte novamente. "Precisaria ser com algum capitão que fala inglês ou em um outro cenário, em outra situação, pois é muito desafiador, pra não dizer impossível", finalizou o técnico.