A derrota da FURIA para a Astralis, da forma como aconteceu, chamou a atenção de Gabriel "FalleN" Toledo e dos analistas de Counter-Strike. O capitão da equipe, logo após a eliminação da IEM Katowice 2025, já havia destacado que houve uma aposta de defender o fora, o que deixou o bombsite da A desprotegido, e acabou não dando certo porque os dinamarqueses arriscaram uma entrada rápida justamente na brecha defensiva dos brasileiros.
Entretanto, o que mais chamou atenção foi o round em que tudo começou a mudar. A FURIA vencia por 11 a 8, jogando de CT, mas com uma economia frágil, que poderia ser destruída a partir de uma perda de round, com todo o time brasileiro perdendo o armamento, o que acabou acontecendo.
Em seu canal no Youtube, Luis "peacemaker" Tadeu fez uma análise do round em questão e apontou os erros de decisão tomados pela FURIA. O primeiro deles, ocorre após os brasileiros começarem o round com a first kill, conseguir a informação de que o ataque da Astralis seria via Secret para o bomb site da B, onde Marcelo "chelo" Cespedes e Kayke "KSCERATO" Cerato estavam lá para defender, porém se separaram.
"O KSCERATO escolheu uma posição de trade, onde não tinha ninguém para ajudar ele e, mesmo pegando uma eliminação, ficou fácil para os adversários pegarem ele. O chelo ficou numa posição boa para o Braking Bad, mas muito exposto. Tanto que antes da chegada do FalleN para a cobertura, ele opta por tentar a trocação e acaba se matando, deixando o round 3v3", comentou o ex-treinador, destacando que a derrota no round não foi só culpa de chelo.
Após ficar no 3v3, com FalleN na rampa e Yuurih e Skullz ainda tendo que fazer toda a rotação para chegar no bomb B, com o duto já travado pelos adversários, era um retake muito difícil e a vitória dos dinamarqueses foi tranquila.
Após perder esse round, na visão de peacemaker, a pior decisão tomada foi a da compra para o round, seguida da estratégia adotada de reforçar o fora e a rampa e deixar apenas Skullz no bomb A, com uma Five-Seven, uma smoke e uma flash. Ao tomar o rush casinha, a FURIA ficou sem chances de retake.
"No meu conceito de Nuke, se você perder o fora, o round não acabou. Se você perder a rampa, o round não acabou. Agora, se você perder o bombsite da A, sem matar ninguém, o round praticamente acabou. Você está perdendo o bomb. É o único tipo de round que se você instantaneamente com um rush, acabou o round. Para mim, foi uma escolha muito ruim da FURIA", explicou.
peacemaker ainda finaliza o round analisando o outro round forçado pelos brasileiros no 11 a 10, onde há o segundo rush, e a FURIA estava novamente despreparada para a estratégia da Astralis. Com o jogo empatado, economia ruim e psicológico abalado, os furiosos não conseguiram contem o ímpeto dinamarquês e perder de virada por 13 a 11.
Em sua entrevista, FalleN havia confirmado que a estratégia adotada havia sido fortalecer o fora para tentar causar impacto no início do round, mas a tentativa foi totalmente anulada pelos dois rushs no bombsite da A feito pela Astralis.
"Os dois golpes que eles acertaram, nos deixaram sem dinheiro e tivemos que apostar na defesa. Apostamos em jogadas pelo fora, esperando que eles fossem por lá, para tentar ter algum impacto e jogar os rounds, mas eles foram rápido na A. Eles acharam o espaço", comentou o capitão.