Otimista, TACO crê em mudança de decisão da Valve após banimento de coachs
Jogador não concorda com punições vitalícias aplicada pela desenvolvedora
por Filipe Carbone/7 de fevereiro de 2021 - 16:31/Capa: Lucas Spricigo/DRAFT5
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O fim de janeiro pegou parte do cenário de surpresa após a Valve revelar que adotaria o sistema de "deméritos" adotados pela Esports Integrity Commission (ESIC) para punir alguns treinadores de forma vitalícia de todos os torneios organizados pela desenvolvedora.

Em entrevista à DRAFT5, Epitácio "TACO" de Melo falou sobre a decisão polêmica da Valve que atingiu diretamente alguns treinadores brasileiros, como Alessandro "Apoka" Marcucci, Bruno "elll" Ono e Arthur "prd" Resende.

"Quando eles falam com o público é sempre a decisão deles e ponto final. Pelo apelo da comunidade, por tudo que está acontecendo, pelas injustiças, creio que, dessa vez, eles devem mudar ou repensar o jeito que eles estão fazendo as coisas", disse.

TACO reiterou a própria afirmação apontando que é contra qualquer decisão vitalícia, seja para treinadores ou jogadores. Isso porque, ele aponta que por mais que acredite que a punição seja necessária, a análise de caso a caso mostra que isso é injusto.

"Não tem como não haver essa punição, mas não concordo com nada que é pra sempre. É algo muito radical que a desenvolvedora poderia seguir outro caminho. Sendo mais aberta, melhorando a comunicação, melhoraria para todo mundo e evitaria injustiças", ponderou.

Mas se tratando de uma punição para os treinadores que fizeram uso do bug do coach, TACO se mostrou totalmente favorável. Para ele, foram "punições justas". Contudo, ressaltou que não entraria em mérito de quem merecia mais ou menos.

"Uma punição deveria existir. Não foi legal o que aconteceu, não foi legal os treinadores que abusaram. Com certeza, alguns por não saberem, outros que não souberam como reagir e outros que, de fato, abusaram do bug do coach".

"O COUNTER STRIKE NUNCA VAI MORRER"

Independentemente de todos os problemas que a Valve "causa" no jogo, TACO não vê a possibilidade de outros títulos, como VALORANT aparecerem como uma ameaça para um dos FPSs de maior sucesso da história do mundo dos games.

Cauteloso, o jogador da GODSENT afirma que não quer "soar rude ou algo do tipo", mas afirma que "Counter-Strike é Counter-Strike e sempre será o maior jogo da história".

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Foto: Divulgação/GODSENT

Ainda assim, confessa que o FPS da Riot Games tirou uma parcela dos jogadores do cenário competitivo, provocando uma série de migrações, mas não acredita que elas tenham sido "grandes perdas". Por fim, revelou que há espaço para que todos os jogos convivam com harmonia.

"Venho escutando que alguma coisa vai matar o CS há anos. Acho que tem espaço para todos os jogos. Pra mim, quanto mais melhor. Não vejo como rivalidade e de forma nenhuma quero diminuir os caras. Claro que acabou rolando essa migração, mas não acredito que foram grandes perdas".

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