Atual capitã da FURIA, Olga "olga" Rodrigues passou a coordenar o time dentro dos servidores há pouco tempo. O time recém campeão da Gamers Club Masters Feminina V, agora forcará na classificação para a ESL Impact League S2: South America Division, que dá duas vagas para o mundial. Em entrevista a DRAFT5, a jogadora falou sobre a mudança de posição, possível bootcamp e expectativa para a ESL Impact em Jönköping.
Duas vezes vice-campeã do mundo, a FURIA quer cravar a vaga nas finais da ESL Impact para ter uma revanche contra a Nigma Galaxy, equipe que venceu as brasileiras nas duas finais. A jogadora comentou as dificuldades que tiveram.
"Não foi nem questão de pressão, mas (foi) delas serem mais superiores que a gente, e nós não conseguimos lidar. Faltou mesmo volume de jogo, uma preparação melhor para ganhar da Nigma. Tem sido nossa pedra no sapato, a gente não consegue ganhar da Nigma no mundial e esse vai ser o nosso foco. Obviamente vamos estudar os outros times, mas vamos dar um jeito de ganhar delas", comentou em bom humor. a capitã.
A atleta comentou sobre a possibilidade de realizar um bootcamp, caso a FURIA crave a vaga para as finais na Suécia.
"Eu espero ir pra final novamente, com certeza e contra a Nigma, eu quero pegar elas de novo. Acho que não só a questão de estudar elas falta pra gente, mas também tem que ter desempenho melhores contra times do mesmo nível que elas. Tem algumas equipes com o nível parecido com o delas, mas é totalmente diferente. Se tudo der certo, dando um spoiler aí, mas vamos tentar um bootcamp lá na Europa. Muitas chances de acontecer, aí vamos conseguir treinar contra times parecidos. Não adianta nada você treinar contra os 'cachorros loucos' aqui no Brasil, é um estilo totalmente diferente."

A FURIA conquistou a GC Masters Feminina V com um 2 a 0 sólido no placar em cima do MIBR. O campeonato foi a primeira conquista da Olga sendo capitã das panteras, mas em toda a carreira, esse foi o primeiro presencial conquistado para a atleta.
"Eu gosto de desafios, de me desafiar e aprender coisas novas, eu já tinha sido capitã muito tempo atrás e esse foi o primeiro presencial feminino que eu ganho. Eu já estava acostumada com presenciais no geral, mas como capitã, eu senti uma pressão no começo, mas depois meu time me ajuda muito", comentou a jogadora sobre assumir a capitania.
As jogadoras da FURIA foram até o Last Chance Qualifier América do Sul para apoiar o time de VALORANT da organização. Com mais de 4 mil torcedores presentes no Ginásio do Ibirapuera, Olga não escondeu a empolgação de um dia jogar na frente de uma grande plateia um dia.
"Se tiver um dia isso no CS eu vou ficar maluca. Em Dallas rolou a torcida e mesmo sendo fora do país a torcida era maior do que as outras. A CLG que é dos Estados Unidos, tinha uma torcida muito grande, mas não se comparava com a da FURIA. Isso me ajuda, eu gosto muito da torcida, me hypa."