Olga desabafa após título mundial pelo MIBR: "Sensação de alívio e trabalho feito"

Capitã da equipe brasileira foi eleita MVP do mundial inclusive de CS vencido na última sexta (26)

por / 27 de jun de 2026 - 18:00 / Capa: Reprodução/MIBR

Após inúmeras tentativas e muitos "quases", Olga "olga" Rodrigues, enfim, sagrou-se campeã do mundo no Counter-Strike. Na última sexta-feira (26), a capitã do MIBR conquistou o título do Rainhas do Clutch FERJEE 2026 ao lado da equipe brasileira e, pela primeira vez na carreira, conquistou o mundo.

Após ser eleita MVP da competição, olga falou com exclusividade à DRAFT5 e comentou sobre o sentimento de chegar ao topo pela primeira vez, o quão importante é vencer pelo MIBR e, também, revelou planos para o futuro no comando do elenco inclusivo de CS.

VITÓRIA COMEÇOU NA NUKE

O MIBR começou a série com derrota na Ancient e o rumo da partida poderia ter sido totalmente diferente caso a equipe brasileira perdesse o segundo mapa disputado na Nuke.

Felizmente, a vitória veio depois de uma partida extremamente pegada e desgastante com quatro prorrogações que definiu as brasileiras como vencedoras para empatar a série. Para olga, este foi o ponto de virada que fez o MIBR retomar a confiança e embalar rumo ao título.

"CS todo mundo sabe: é confiança. E, ao mesmo tempo que um time busca confiança, o outro vai perdendo né?! E naquela Nuke foi exatamente isso que aconteceu, elas estavam confiantes, vindo de uma vitória em nosso mapa, e chega na Nuke fizeram um TR muito bom e e aí eu parei e falei 'Galera, a gente vai fazer o TR da nossa vida'. Porque, geralmente, é um mapa que a gente não consegue voltar até quando faz um placar elástico... A gente foi criando essa confiança e sentindo que elas estavam perdendo a delas e aí, depois de um OT infinito, a gente conseguiu fechar" — Destacou.

Lucas Spricigo/DRAFT5

SENSAÇÃO DE SER CAMPEÃ MUNDIAL

Para olga, o título de campeão no Rainhas do Clutch foi único e totalmente diferente do que a capitã já tinha vivido até aqui. A IGL revela que "É uma sensação diferente porque eu já bati na trave muitas vezes. Então, é uma sensação de alívio, de 'finalmente', sabe?".

Até então, olga havia batido na trave em quatro oportunidades. Foram diversas chances de chegar ao primeiro lugar com diferentes equipes, mas sempre com o mesmo resultado.

"Eu acho que foram quatro finais e quatro vices-mundiais. Ter ganhado esse foi: 'Ufa, veio'. Acho que não poderia ser melhor, sendo no Brasil e, talvez, quem sou eu pra me comparar né, mas tô quase igual o FalleN, Md5 ainda não perdi", completa.

PRÓXIMO PASSO: CENÁRIO MISTO

Após o título mundial, agora o MIBR concentra seus esforços pensando no futuro competitivo. Ao ser questionada sobre os próximos passos da equipe, olga deixou claro que o elenco tem capacidade para se destacar no cenário misto e enxerga a possibilidade de fazer frente contra grandes equipes brasileiras.

"Com certeza! A gente enfrenta treinos com equipes assim, não vou dizer Tier A, mas as tops do Brasil e a gente tem bons resultados. O que precisa é manter essa consistência desses bons resultados. Contra times muito fortes, a maioria das vezes a gente toma um pau, mas é assim que a gente evolui né?! Pegando confiança e entendendo, porque de bala pra bala não é muita diferença, é mais tática, noção, time" — Finaliza.

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