"O que postei não foi para a comunidade, mas para os falsos comentaristas do Twitter", alfineta biguzera
Capitão da paiN também falou sobre recrutas da equipe e retorno ao Brasil
por Lucas Benvegnú/16 de setembro de 2026 - 18:36/Capa: Divulgação/StarLadder

Em entrevista concedida à DRAFT5 logo após a vitória sobre a Turma do Pagode que alçou a paiN aos playoffs da Circuit X Curitiba #3, ainda na tarde desta quarta-feira (16), Rodrigo "biguzera" Bittencourt falou sobre os mais novos recrutas da equipe, o retorno ao Brasil e a enxurrada de críticas que recaiu sobre suas tropas em meio aos fracos resultados das últimas semanas.

Logo de cara, o capitão da equipe enalteceu o trabalho da base do clube e justificou as apostas em Rickson "Rkzinho" Ribeiro Dias e Lucas "Tatu" Santana:

"É fruto do trabalho da Academy. Já estávamos observando os dois. O Tatu está há muito tempo na nossa base, é um jogador que conhecemos muito bem, temos instruído ele bem há muito tempo, sabemos da dedicação dele todo dia, é um moleque que estava merecendo chance. Aqui na paiN prezamos muito por isso: dedicação e esforço", explicou.

"O Rkzinho é um moleque que tinha 15 anos há dois meses atrás, acabou de fazer 16 e estava se destacando na posição dele, que é solo bomb, uma posição escassa no Brasil, difícil de jogar. Falamos: por que não? Aqui não temos a cabeça de outros times, mais antiquadas, que acham que a experiência sempre é melhor. Não temos esse time de cabeça", assegurou.

"A renovação às vezes traz um fôlego novo e às vezes é a luz no fim do túnel da qual precisamos. Vamos ver. Treinamos um dia com os moleques e realmente sentimos algo diferente neles. Por que não? Veremos", completou.

biguzera também falou sobre a importância de voltar ao Brasil para retomar a confiança: "É o velho ditado, um passo atrás para dar dois para frente no futuro. Acho que não só para a gente recuperar a confiança, mas como os moleques também já adquirirem a confiança dentro do time."

"É a primeira LAN deles na vida, então nada melhor do que jogar no Brasil. Às vezes você pega uma G2, uma Astralis, um time maior assim, uma Vitality, é diferente do que jogar no Brasil. O nervosismo é maior, então começar no Brasil, para ver que LAN não tem diferença nenhuma de casa, só o ping, é algo que é melhor para eles já se acostumarem", disse.

biguzera também discorreu acerca das críticas da comunidade sobre o delicado momento da paiN, que retornou ao Brasil sob olhares de desconfiança após amargar uma série de quedas precoces em campeonatos no exterior.

O capitão, aliás, disse que os recados deixados nas redes sociais tinham outro endereço: "Primeiramente, o que eu postei não foi direto para a comunidade, muito pelo contrário, foi muito para os falsos comentaristas do Twitter, que se dizem entender de CS, mas não entendem p#### nenhuma", contou.

https://static.draft5.gg/news/2026/09/16111842/paiN-biguzera-Stake-Ranked-Episode-3-2.jpg
paiN retornou ao Brasil e fez aposta ousada na base para retomar o caminho das vitórias | Foto: Divulgação/StarLadder

"Não foi para a comunidade. Estamos jogando mal e receber esse tipo de crítica é a verdade. Não tenho o que reclamar disso. Estamos jogando mal, estamos entregando rounds, isso tudo é verdade, então eu não tenho nada para reclamar disso. Agora, falar mentira e falar coisa que não sabe, pessoas que têm algum tipo de relevância, eles acabam disseminando um bagulho que não é verdade. Isso me deixa p### e me deixou com raiva", exclamou.

Outro ponto abordado por biguzera foi quanto à ideia de que muitos jogadores acabam rendendo mais quando saem da paiN, sendo o uruguaio Franco "dgt" García e Lucas "nqz" Soares os nomes mais citados para sustentar essa tese:

"Que eu me lembro, o único que realmente está jogando bem foi o dgt e a saída dele foi algo que não foi nada pessoal, tanto que ele é brother de todo mundo do time. Foi uma saída muito mais assim: 'Cara, vai ser melhor para você também ir para lá'", explicou.

"Muito diferente do que as pessoas pensam e outras orgs são, que a gente sabe bem, aqui dentro da paiN não prezamos só por nós. Prezamos pelo jogador também. Sabíamos que ia ser melhor para o dgt se juntar um core que falasse espanhol. Ia ser melhor para ele e foi algo que foi bom para ele, foi bom para a gente também ali, porque as ideias dele eram um pouco diferentes, mas está tudo bem, ele é nosso brother. Gostamos muito dele, ele gosta da gente. Não tem nem quem falar dele, é uma das melhores pessoas que eu já joguei, assim, de conviver, só que a gente sentia que para ele ia ser melhor", contou.

"A comunidade não consegue entender que não somos iguais a outros times que ficam prendendo o jogador deixando ele mofar no banco ou qualquer coisa do tipo. Somos um tipo de time que preza pelo lado humano do jogador também. Acho que os outros jogadores (que saíram da paiN) não concordam muito que eles estão jogando melhor ou jogaram melhor, acho que o ápice foi aqui na paiN", finalizou.

Já classificada aos playoffs da Circuit X Curitiba #3, a paiN só volta a campo na próxima sexta-feira (18), quando acontecem as quartas de final do campeonato de $20 mil.

"O que postei não foi para a comunidade, mas para os falsos comentaristas do Twitter", alfineta biguzera | DRAFT5 - Notícias e Coberturas CS