Chegou o momento dos playoffs do ELEAGUE Major Boston 2018. A parte decisiva do evento máximo do CS:GO terá início nessa sexta-feira (26), com as oito equipes restantes disputando o primeiro lugar e consequentemente a premiação maior de $500 mil.
Os brasileiros da SKGaming só jogam no sábado, justo no confronto que conta com as únicas duas equipes Legends do último major.
FaZe Clan vs. Mousesports (Sexta-feira, 13h)
Finn "karrigan" Andersen
Olof "olofmeister" Kajbjer
Ladislav "GuardiaN" Kovács
Nikola "NiKo" Kovač
Håvard "rain" Nygaard
vs.
Tomáš "oskar" Šťastný
Chris "chrisJ" de Jong
Miikka "suNny" Kemppi
Martin "STYKO" Styk
Robin "ropz" Kool
O duelo entre os o misto galáctico e o misto europeu mais humilde de estrelas, será a abertura dos playoffs em Boston, mas já mostrará muita coisa para o decorrer do ano. A mousesports encerrou 2017 como a equipe em maior ascensão no cenário mundial, conseguindo bons resultados que foram importantes no mantimento do quinteto depois de tantas mudanças no pós PGL Major Krakow.
Tomáš "oskar" Šťastný parece cada vez mais encontrar o seu lugar ao sol dentro da equipe, sendo essencial em toda formatação que tentam, tanto de CT quanto de TR. O tcheco aposta em sua tendência de playmaker que vem dando certo durante os últimos meses, inclusive neste Major, sendo ele um dos líderes em estatísticas. Ao lado de oskar, aparece Chris "chrisJ" de Jong, que desde a fase preliminar conta com números absurdos, que podemos classificar como um dos melhores momentos de sua carreira. Bem encaixada a mouz apareceria como uma possível candidata às semis, se não tivesse pela frente a toda poderosa FaZe Clan.
A julgar pela capa do confronto, poderíamos cravar a segunda melhor equipe do mundo como a favorita na disputa, porém, a grande final da ECS Season 4 prova que não será tão fácil assim. Na decisiva do torneio que aconteceu no México, foram três mapas muitos parelhos, a mouz venceu Nuke por 16 a 14, fez jogo duro na Inferno onde perdeu por 18 a 22 e no decisivo mapa da Mirage fez bom jogo, caindo num 17 a 19.
Se pelo lado da mousesports, oskar faz o papel de playmaker, na FaZe, é Håvard "rain" Nygaard quem busca a jogada. De terrorista, o norueguês tem números irrepreensíveis, de CT ele se assemelha ao tcheco da mouz, usando a agressividade para fazer com que sua equipe saia na frente na rodada. Só por esse duelo individual já poderíamos classificar a partida como imperdível, mas ainda não citamos Nikola “Niko” Kovac, que sempre é uma estrela a parte. E também, Ladislav “GuardiaN” Kovács que vem sendo o MVP do Major até aqui, com um rating super expressivo de 1.53.
Essa partida em especial pode marcar o finalista da competição. Uma por ser a FaZe uma das fortes candidatas a tudo que disputa, outra pela mousesports ter um espaço para crescimento ainda maior se passar de um adversário tão grandioso. O terceiro ponto são os outros times da chave, que não vem apresentando um nível tão amedrontador, sendo um passo mais tranquilo em relação a essa primeira disputa.
Natus Vincere vs. Quantum Bellator Fire (Sexta-feira, 15h30)
Ioann "Edward" Sukhariev
Danylo "Zeus" Teslenko
Egor "flamie" Vasilyev
Aleksandr "s1mple" Kostyliev
Denis "electronic" Sharipov
vs.
Gregory "balblna" Oleinick
Savelii "jmqa" Bragin
Aurimas "Kvik" Kvakšys
Nikita "waterfaLLZ" Matveyev
Kirill "Boombl4" Mikhailov
Duas representantes do CIS se enfrentam logo nas quartas de final do ELEAGUE Major, porém, é completamente diferente a situação das duas equipes. A Na’Vi depois de tão criticada enfim voltou ao seu status de legend, enquanto que a Quantum Bellator Fire vive um sonho interminável.
Falando do underdog da disputa, a QB Fire ousou nas partidas MD1 surpreendendo principalmente as equipes de maior nível, que não ligaram muito para estudar como se portava o quinteto. Se formos avaliar pelo confronto contra a Gambit, os russos souberam muito bem como atuar naquela ocasião, mas deixaram a desejar quando enfrentaram a Natus Vincere ainda na fase preliminar. Mudanças climáticas no jeito de jogar da Quantum apareceram depois que conseguiram a ida a fase principal do evento máximo do Counter Strike. Importante peça principalmente no lado CT, Nikita “waterfaLLZ” Matveyev melhorou muito ao jogar partidas teoricamente mais complicadas. Na supracitada partida contra a Gambit, o AWP foi o grande destaque, tendo uma participação de quase 70% das rodadas.
Foto: ELEAGUE
Números a parte o que a QB Fire mostra é inconstância, no mesmo mapa onde venceu a Gambit, perdeu para a Natus Vincere e fez jogo duro contra a Flash Gaming. Por mais que nove partidas já deem uma base de estudo, é complicado prevermos o que esperar dos russos numa MD3, principalmente contra um rival local.
Em contrapartida, os ucranianos vão tentar chegar tão longe quanto conseguiram em Columbus em 2016. Os olhos atentos de uma base de fãs imensa aguardavam ansiosos por ver Denis "electronic" Sharipov mostrar o desempenho que tivera outrora ainda na FlipSid3. Uma das grandes esperanças da região da antiga União Soviética, o jogador teve alguns jogos apagados, principalmente na derrota amarga contra a Gambit na Nuke, no que parecia ser a cova cavada da equipe.
A recuperação de Electronic no torneio foi essencial para a reviravolta no saldo e posteriormente a classificação, conseguindo por exemplo um rating de 1.95 na sonora paulada aplicada contra os alemães da BIG. O assault, aliado a precisão e constância de Aleksandr “s1mple” Kostyliev, deixa qualquer um muito esperançoso de ver até onde a Na’Vi chegará nesse torneio Major. Mas, para isso, terá que tirar o salto alto e jogar com seriedade contra a exótica (para falar o mínimo) Quantum Bellator Fire.
G2 vs. Cloud9 (Sexta-feira, 18h)
Richard "shox" Papillon
Kenny "kennyS" Schrub
Nathan "NBK-" Schmitt
Dan "apEX" Madesclaire
Alexandre "bodyy" Pianaro
vs.
Tyler "Skadoodle" Latham
Will "RUSH" Wierzba
Tarik "tarik" Celik
Timothy "autimatic" Ta
Jake "Stewie2K" Yip
A equipe da G2 é a mais consistente desse início de ano. Muitas duvidas surgiram no pré-major sobre como os franceses chegariam ao evento, já que não disputavam um torneio de grande porte a algum tempo. Fato é que a G2 teve alguns sustos apenas na partida contra a Vega Squadron, ainda na fase preliminar, onde bateu os russos no overtime da Overpass.
Grande surpresa é o desempenho de Nathan “NBK” Schmitt, que simplesmente resolveu jogar tudo aquilo que não fez durante os últimos anos, atualmente é o vice-líder em rating no torneio. Obviamente uma equipe que se preze vai tentar organizar um jogo para inibir o que mais destaca no lado adversário. Porém, a Cloud9 terá tarefa complicada se quiser bloquear o jogo de NBK, já que abrirá espaço para as reais estrelas brilharem, como Richard “shox” Papillon e Kenny “kennyS” Schrub.
Do lado das preocupações da G2, se pode listar Will “RUSH” Wierzba. O ex-Optic é o grande nome da C9 no torneio, dividindo o posto com Timothy “autimatic” Ta que aparece constantemente no tempo certo usando da habilidade individual e poder de clutch para decidir o rumo das partidas, como na disputa da preliminar contra a mousesports, onde somou um rating de 2.0.
Se fossemos estudar o confronto há cerca de duas semanas atrás, cravaríamos que seria a partida mais equilibrada dessa fase. Ambas conseguiram o saldo de 3 – 0 nas preliminares, a G2 manteve a média no Legends Stage, enquanto que os norte-americanos sofreram mais para passar. A lista de mapas jogáveis das duas equipes também é bastante semelhante, tendo bastante probabilidade de vermos Cobble, Inferno e Cache rodarem entre a série.
SK Gaming vs. Fnatic (Sábado, 13h)
Gabriel "Fallen" Toledo
Fernando "fer" Alvarenga
Marcelo "coldzera" David
Epitácio "Taco" Pessoa
João "Felps" Vasconcellos
vs.
Maikil "Golden" Selim
Robin "flusha" Rönnquist
Jesper "JW" Wecksell
Freddy "KRIMZ" Johansson
Jonas "Lekr0" Olofsson
Após sofrer para conseguir o acesso aos playoffs, a fnatic chega para um embate muito importante contra a SKGaming. Importante de uma forma geral, já que a equipe vem em reconstrução já a algum tempo e precisa se provar contra as grandes do mundo hoje.
O principal nome dos suecos até aqui no ELEAGUE Major 2018 é Freddy "KRIMZ" Johansson que vem jogando absurdos, tornando seu time até certo ponto altamente dependente de sua função. Aqueles que acompanham o cenário a mais tempo, já viram que Krimz é do tipo que ama grandes eventos e costuma crescer neles, fazendo com que sua equipe tenha um impacto maior do que se vê em torneios menores ou online.
Num teor menor, mas também em crescimento vem Jonas "Lekr0" Olofsson. O jogador que é considerado um onliner por grande parte do cenário europeu, vem se mostrando eficaz durante as partidas, foi destaque ao lado de Krimz na decisiva contra a Gambit, tornando a vitória na Mirage uma partida bastante invejável.
Para concluir a “trinca” dos destaques atuais do esquadrão sueco, temos de citar Robin "flusha" Rönnquist. É importante que a SK tome cuidado com o jogador. Flusha vem desempenhando um papel de lurker ainda mais evidente dentro do time, diferente do que fazia quando tinha de exercer a função de IGL. Agora mais solto, o jogador que já foi considerado um dos melhores do mundo, tem espaço para brilhar. Com o “estilo chato” de costinhas que faz os ancoras do bombsite utilizarem todos os utilitários possíveis, o jogador é essencial no replanejamento das execuções dadas pelo capitão Golden.
Um provável mapa que veremos no confronto de sábado será Mirage, ambas as equipes jogam e fazem de lá seu porto seguro. Foi lá que vimos a SK bater a Space Soldiers e a mousesports. O interessante é que as partidas citadas tiveram uma formatação completamente diferente. No confronto de estreia contra os turcos, Marcelo “Coldzera” David ficou em baixa, não foi aquele melhor do mundo que acostumamos a ver, já na segunda partida teve um desempenho surreal com mais de 109 de ADR e participação direta em 75% dos rounds.
Fato é que se a série contar com o tradicional mapa, muito provavelmente teremos uma disputa bastante parelha, sendo decidida nos detalhes, assim como naquela partida contra a Space Soldiers, onde um forçado na reta final do jogo decidiu a vitória dos brasucas.
Foto: HLTV
Voltando a destacar a SK, Epitácio “Taco” Pessoa parece ser o nome mais bem visto pelos fãs no momento. Taco fez uma partida a se recordar contra a FaZe Clan, onde conseguiu por vezes uma eficácia acima do padrão nas entradas, fazendo com que o lado terrorista brasileiro fosse memorável na Cache.
Sobre o retrospecto, vale lembrar que essa SK já enfrentou a fnatic em partida decisiva. Verdade que o quinteto sueco daquela DreamHack Summer 2017 ainda contava com Dennis e Olofmeister, mas já há de se ter uma base do que podemos esperar. Na ocasião, vitória dos brasileiros na Inferno e Mirage, enquanto que a fnatic venceu a Overpass.
No geral, não podemos ter um prognóstico do que irá acontecer nessa fase final do torneio em Boston, muito pelo que vem sendo esse major, as surpresas podem continuar aparecendo e fechar uma série maluca de resultados inesperados.
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