Sendo um dos maiores nomes a migrar para o VALORANT, Damian ''daps'' Steele concedeu uma entrevista exclusiva à HLTV.org, falando sobre sua carreira no Counter-Strike, motivos de sua saída para o fps da Riot Games e o antigo sonho de competir ao lado de Keith "NAF" Markovic na NRG.
Com 27 anos, daps foi uma das peças mais importantes no crescimento do cenário norte-americano. O capitão é responsável pela ascensão de diversos times e, consequentemente, de atletas promissores. Na Gen.G, último clube defendido, levantou dois troféus e elevou o patamar da formação. Contudo, por decisão própria acabou deixando a equipe.
Iniciando o ano de forma promissora, a Gen.G não conseguiu manter constância na transição para o online. o jogador deu sua visão sobre:
''Eu de verdade acho que seríamos constantes nos presenciais. Se estivéssemos em um ano normal, com presenciais e bootcamps acontecendo, seríamos constantes. Nós nunca fomos constantes por ser a forma natural do online. É só ver os resultados desde que esse formato foi criado. Repetir os treinos e partidas com quatro ou cinco times, faz com que a evolução seja mais difícil ainda'', disse.
Sendo obrigado a jogar online por conta da pandemia do Covid-19, o canadense alegou que o online na Europa é melhor por possuírem mais times, mas que também não chega da diversão de competir presencialmente:
''A principal razão para continuar jogando CS foi por conta dos presenciais e bootcamp. Isso me deixava feliz e satisfeito. Online, por sua vez, é inútil comparado ao presencial. Eu joguei online por quase uma década e não encontrava mais diversão. A Europa é melhor por ter mais times e melhor ping, mas na América do Norte é terrível. Alguns podem não concordar comigo, mas sei que a maioria concorda'', revelou.
Defendendo a Gen.G, daps seguiu residindo na América do Norte. Foto: Adela Sznajder/DreamHack
Um assunto que sempre está em alta no cenário de Counter-Strike é a falta de atenção da Valve com o seu próprio jogo. Presente no competitivo há anos, daps também deu seu parecer: ''Eu não sei muito das logísticas da Valve, mas sim, desejava que fizessem mais pelo jogo. Mas ao que tudo indica, as organizações de CS:GO dependerão da FLASHPOINT, ESL e BLAST para ter o retorno financeiro, o que não me surpreende no final das contas'', completou.
Durante sua passagem pela NRG, muito foi falado pela briga interna com Tarik "tarik" Celik e Peter "stanislaw" Jarguz, dupla com personalidade forte. O canadense, por sua vez, explicou sua visão sobre o acontecimento:
''Eu não tenho qualquer problema com o stanislaw, ele é uma boa pessoa e um IGL que aceitou propostas que ninguém recusaria. A situação da OpTic estava estranha antes do tarik entrar. O NAF era pra ser kikado, depois trocou para o stanislaw e acabou sobrando para mim. E sendo sincero, fico feliz que fui cortado, isso ajudou minha carreira. E também fiquei feliz que o stan teve a experiência de jogar com CeRq, Brehze e Ethan, são os três jogadores que mais joguei na vida. E com sobras'', finalizou.
Agora, sobre tarik, o experiente jogador demonstrou pensar diferente: ''Eu já falei algumas vezes sobre tarik. Eu não tenho nenhum problema pessoal com ele, mas vejo que ele lidou de forma errada a situação da NRG. Ouvindo coisas de fora e de dentro, eu soube que ele estava tentando tirar eu e Chet do time. E se eu soubesse que alguém estava tentando me tirar por meses, eu não teria cabeça para jogar. Especialmente sendo sobre o time que eu estava montando há anos e que estávamos crescendo de forma constante. Sinto que se tivéssemos trabalhado mais, poderíamos ter alcançado mais finais. Quem sabe?'', encerrando o assunto sobre as brigas do time.
Já na reta final da entrevista, o canadiano revelou qual foi seu maior arrependimento enquanto competia no título da Valve: ''O maior arrependimento é não ter pego o NAF para a NRG, já que supostamente era para acontecer, mas a situação acabou não acontecendo. Se estivéssemos contratado ele, finalmente faríamos o time perfeito, que sonhei por todos os anos. Se o NAF tivesse chegado no lugar do tarik, seríamos insanos", disse.
"Nossa lista de opções era: NAF, jks Stewie2k, autimatic, BnTeT, tarik, s0m. Sempre tinha alguma barreira para fechar com o jogador, seja dinheiro ou ele não querendo vir. O único caso diferente foi o Stew, já que a Liquid o contratou antes de falarmos com ele'', explicou.
Fechando a conversa, daps relembrou os momentos que viveu no jogo: ''Eu lembro minha primeira LAN na Denial com NAF, FugLy, ShahZaM e anger, e vencendo a Cloud9 original. Chegando no meu primeiro Major com a OpTic. E por último, meu tempo na NRG onde pegamos Ethan e CeRq. Nesse time eu não tive um momento infeliz, esse tempo com eles foi a melhor experiência que tive na minha carreira, de longe. Se esses garotos continuarem juntos - o que é meu desejo - eles facilmente serão os melhores do mundo.'', confirmou.
Por fim, é válido destacar que daps no momento defende a NRG no VALORANT, clube que tanto citou na entrevista. O jogador provavelmente fará sua estreia oficial na seletiva do First Strike norte-americano. Você pode acompanhar os passos do jogador no novo FPS da Riot acessando o valorantzone.gg.
Defendendo a Gen.G, daps seguiu residindo na América do Norte. Foto: Adela Sznajder/DreamHack