Aaron "AZR" Ward está longe de seus tempos áureos junto das australianas Renegades e 100 Thieves. Hoje na EXTREMUM, o capitão tenta reencontrar o caminho que levou suas equipes ao posto de #5 do mundo entre 2019 e 2020. Em entrevista à HLTV.org, o jogador de 28 anos falou sobre o período turbulento da equipe, que vai tentando cavar seu espaço entre as grandes outra vez.
Com a saída da 100 Thieves do Counter-Strike, a formação, hoje #36 do mundo, se desintegrou após perder Justin "jks" Savage para a Complexity, ainda em outubro, remontando-se três mais tarde com a adição de Hansel "BnTeT" Ferdinand, já sob o banner da organização russa.
"Definitivamente penso que ficamos fora de forma", admite o capitão. "Essa foi a primeira vez em uns 10 anos que tive uma parada de mais de duas semanas", contou.
"Pensamos que iríamos para lugares diferentes", explicou sobre o fim da 100 Thieves. "Eu achei que o Gratisfaction ia para o VALORANT, o Liazz ia fechar com a Gen.G e, obviamente, jkaem e jks já haviam fechado com suas novas equipes. Para mim, eu ia jogar em algum time europeu, mas quando a EXTREMUM veio até nós com esse projeto, foi fácil escolher", relembra o australiano.

Pelos resultados alcançados anteriormente pela formação majoritariamente australiana, a EXTREMUM poderia ter sido muito bem uma das convidadas para a ESL Pro League S13, algo que não aconteceu. "Creio que foi porque demoramos demais para montar o time", diz AZR. "Isso foi meio chato, não estar de volta direto na Pro League. Obviamente, não jogar nenhum tipo de torneio tier um agora é uma merd*. (...) Mas sabíamos que na Europa, teríamos que crescer no meio de times menores para voltarmos ao topo", explica.
"Jogar só online e ter de vir para a Europa para jogar contra equipes menores é algo que nos desmotivou", acredita o capitão. "Quando vamos jogar os campeonatos, temos feito muita merd*, coisas ridículas. Erros, comunicação errada, o que seja, temos muito a melhorar", afirma. Segundo AZR, os problemas dentro de jogo se dão por conta de uma transição drástica de nível de jogo para a equipe, outrora habituada às grandes disputas.
"Sair do tier 1 para eventos tier 2 ou 3, como você queira chamar, não nos dá a melhor mentalidade vencedora, é difícil se manter motivado. É difícil estar pilhado para jogar contra esses times, é algo que precisamos corrigir, ter a motivação de como se estivéssemos jogando com a porr* da Astralis ou algo do tipo", argumenta.

Mesmo com esse grande fator prejudicando a EXTREMUM, AZR admite que a equipe não tem jogado bem, destacando a diferença técnica entre a América do Norte e a Europa: "No geral, não estamos jogando merd* nenhuma. Há uma diferença gritante", ressalta.
Mas por que não deixar de jogar campeonatos de nível menor? A resposta, ao menos para AZR é bem simples: "Temos de jogar esses torneios porque não há competições de tier 1 para nós no momento. Precisamos jogar esses eventos para nos mantermos relevantes e ganharmos pontos no ranking. Não queremos nos tornar irrelevantes", finaliza.
