Jack Etienne, CEO da Cloud9, concedeu entrevista à HLTV.org durante a IEM Dallas 2022 falando acerca de alguns temas, tais como a opção do clube norte-americano pela escalação russa, o fracasso do 'Colosso' montado em 2020 e a possibilidade de se juntar ao "Acordo do Louvre".
"Quando vejo jogadores que são super apaixonados pelo que fazem, não vejo qual governo está estampado em seus passaportes, não é algo que eu realmente penso sobre, eu quero apoiar jogadores excepcionais que amam o que fazem", disse o mandatário.
De acordo com Etienne, a equipe deverá mesmo estabelecer-se no Velho Continente: "Eles jogarão na Europa, tudo está saindo conforme o planejado na questão dos vistos e da moradia. Eu não poderia estar mais feliz", assegurou.
Acerca do 'Colosso' multimilionário montado pela Cloud9 em 2020, com a presença de nomes como Alexander "ALEX" McMeekin, Özgür "woxic" Eker e Patrick "es3tag" Hansen, Jack não demonstra arrependimentos, apontando a pandemia como principal fator a prejudicar a formação europeia.

"O HenryG (manager) fez um grande trabalho. A realidade é que a pandemia trouxe grandes problemas à equipe, já que tínhamos dois jogadores norte-americanos - Xeppaa e floppy - vivendo em um apartamento, longe de seu país, em lockdown", ponderou.
O CEO, por sinal, aponta que, assim como aquela versão da Cloud9, a Flashpoint - que supostamente estaria muito próxima de fechar as portas - também acabou tendo seu potencial freado pelo coronavírus:
"Acredito que a Flashpoint tenha sido outra vítima da pandemia. Poderia ter sido algo muito legal, mas assim como tantos outros negócios, não conseguiu sobreviver. A liga inteira era planejada para ocorrer em LAN, algo que não aconteceu por dois anos", contou.
Quanto à possibilidade de iniciar as tratativas junto à ESL em prol de ingressar no "Acordo do Louvre", que garantiria a Cloud9 em alguns dos mais prestigiados campeonatos do planeta, Etienne parece ver com bom olhos tal chance:
"Eu quero ter certeza de que meus jogadores têm todas as oportunidades de competir em todo e qualquer torneio que interesse, então eu preciso fazer a lição de casa e ter algumas discussões com os garotos", pontuou.
