"Não poder jogar por causa do coronavírus é triste, mas é o que deve ser feito", fala yuurih sobre adiamento do Major no Rio
Jogador analisa 2019 da FURIA, fala que equipe é a melhor do Brasil atualmente e os planos para 2020
por Gabriel Melo/25 de março de 2020 - 14:33/Capa: StarLadder
O Major que estava previsto para ser disputado no Rio de Janeiro, em maio, foi mais um campeonato de Counter-Strike: Global Offensive afetado pela pandemia de coronavírus. Fato que, na opinião de Yuri "yuurih" Gomes, deixa todos os jogadores tristes, ainda mais os brasileiros, mas que é compreensível devido a gravidade do assunto. Tendo um Major no Brasil e a gente não poder jogar por causa do coronavírus é bem triste para nós porque é um sonho jogar um campeonato desse em casa, mas ao mesmo tempo é o que deve ser feito. Esse vírus está bem sério. Nós, que estamos aqui fora, sabemos qual é a realidade mesmo alguns brasileiros não levando muito a sério”, opina o jogador em entrevista à DRAFT5. O ESL One Rio Major 2020 é o terceiro torneio chancelado pela Valve para o qual a FURIA tenta se classificar. Nas duas últimas oportunidades, IEM Katowice Major 2019 e StarLadder Berlin Major 2020, o time conseguiu disputar, mas sem garantir a sonhada classificação direta para o torneio seguinte. Olhando para trás e analisando o desempenho nas duas últimas edições, yuurih afirma que a FURIA "não foi tão bem” em ambas. “A gente não jogou o nosso melhor", classifica o jogador, que vê, no Major do Rio, o time conseguindo pegar status de Legends: “O que posso dizer é que estamos bem melhor que nos dois últimos Majors. Talvez esse Major seja diferente para gente”. Mas o jogador não vê a FURIA com a “obrigação” de se colocar entre as equipes classificadas diretamente para o próximo Major. “Acredito que o Major é que nem outro campeonato de Tier 1. Independente do formato, a gente dá o nosso máximo e a nossa obrigação é dar o nosso melhor. Se o nosso melhor for chegar no Legends Stage, a gente pega a vaga. Mas se o nosso melhor for nos Playoffs, para o próximo a gente tem que melhorar”, opina. SOMOS O MELHOR TIME DO BRASIL Se 2019 começou com a FURIA buscando se consolidar no cenário norte-americano para, depois, alçar voos maiores, a última temporada terminou com os Panteras entre as 15 melhores do mundo e, na opinião de yuurih, consolidada com “como uma das melhores do cenário internacional e a melhor do Brasil”. A FURIA é um time que qualquer um tem medo”, garante o jogador, que concorda que um título de um grande campeonato acabaria com as dúvidas que ainda restam sobre o time. “Qualquer título é bom, mas ganhar Tier 1 é muito bom porque você está jogando contra os melhores. Ganhando esse tipo de campeonato a gente se consolida internacionalmente e também como o melhor do Brasil”, afirma. Fazendo um balanço do 2019 da FURIA, yuurih classifica como “muito bom”. Na visão do jogador, “qualquer time que começou que nem a gente e teve um 2019 igual, ficaria muito feliz. Não tem como ficar triste”. O atleta garante que ele e os companheiros vão tentar fazer, nesta temporada, o mesmo que conseguiram na anterior. A pedido da DRAFT5, yuurih definiu o momento que julga como o melhor da FURIA em 2019: “Muitos acham que foi quando fomos jogar os torneios Tier 1, mas o momento mais essencial foi um bootcamp que fizemos na Europa antes do Major na Polônia, o nosso primeiro. Naquela época a gente só jogava na América do Norte e sofríamos muito. Quando voltamos desse período de treinos parecia outro estilo de jogo. Os times para os quais apanhávamos, a gente começou a espancar. Mudamos da água para o vinho. Esse bootcamp foi a melhor coisa que acontecem em 2019 para gente”. Em 2019, nos muitos torneios de grande porte que participou, a FURIA ficou próxima do título em duas oportunidades: ECS S7, no qual foi vice, e a DreamHack Masters Malmö 2019, na qual chegou nas semifinais.  Na opinião de yuurih, o que faltou para a FURIA ter saído com o título em ambos os torneios foi a falta de experiência “em situações de jogo no qual o time se encontrava na vantagem”. Problema este que o jogador garante que a equipe já resolveu: “Vimos que era algo que nos prejudicava e aprimoramos”. Yuurih não sabe dizer como seria se a FURIA tivesse vencido os dois torneios. Para o jogador, “o barulho ia ser maior. Iam ser dois títulos Tier 1. Chegamos perto e conseguimos nos manter entre as 15 melhores equipes do mundo. Estamos procurando cada vez mais evoluir para, talvez, ganharmos uns campeonatos esse ano e nos consolidarmos como um time Tier 1”. Vice-campeonato, inclusive, foi o primeiro resultado obtido pela FURIA neste ano após a equipe perder a decisão da DreamHack Open Anaheim 2020 para Gen.G. Campanha esta que yuurih classifica muito boa “porque terminamos 2019 mal e já chegar em uma decisão de um torneio que teve MIBR e ENCE nos deixou feliz mesmo perdendo a final”. Ganhando ou perdendo esse campeonato, a gente, no momento, continua sendo o melhor time do Brasil”, reafirma o jogador.
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