"Não é só colocar o FalleN e o chelo no time que tudo se ajeita", explica guerri
guerri e arT falaram em entrevista após triunfo sobre a Grayhound
por Lucas Benvegnú/31 de agosto de 2023 - 15:38/Capa: Divulgação/ESL
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Em entrevista concedida à ESL após o triunfo sobre a Grayhound que reabilitou a FURIA na ESL Pro League S18, o treinador Nicholas "guerri" Nogueira e o rifler Andrei "arT" Piovezan falaram sobre o momento da equipe:

"É um time diferente, certo? Ontem foi um dia muito ruim para nós (vs. Movistar Riders). Perdemos muitas situações que não deveríamos ter perdido. Não estávamos na mesma página. Hoje optamos por focar no nosso lado e no que precisávamos fazer", explicou o treinador.

"Quando nos preparamos, nos preparamos para muitas coisas que eles podem fazer, mas o principal é saber o que eles podem fazer, e não o que certamente farão", ponderou o brasileiro.

Questionado por Chad "SPUNJ" Burchill sobre a adaptação da FURIA ao estilo de Gabriel "FalleN" Toledo e vice-versa, arT explicou que tudo depende do mapa a ser jogado pela equipe:

"Creio que muito do nosso estilo agressivo se baseie na economia. Hoje tínhamos uma boa economia, tivemos rounds que podíamos entregar, jogar mais soltos. Depende do mapa. Em alguns mapas precisamos jogar de forma mais passiva. Em alguns padrões jogamos mais devagar, outros mais rápidos. É tudo situacional", discorreu arT.

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guerri falou sobre processo evolutivo da FURIA com FalleN e chelo | Foto: Divulgação/ESL

"O CS é muito complexo. Cada mapa tem uma forma de ser jogado. É claro que na Overpass, que tem um ritmo mais devagar… esse tipo de mapa, nunca foi do estilo da FURIA. Quando jogamos Mirage ou Ancient, é mais rápido. Me sinto mais confortável jogando assim", cravou.

"Estou tentando me adaptar para me encaixar às minhas funções, ajudar o máximo possível, fazer o que preciso fazer. Depende do mapa. Em alguns, ainda tenho que jogar mais agressivos, outros tenho que fazer suporte. Depende do mapa e da estrutura do time", analisou.

Voltando ao microfone, guerri explicou que não basta apenas acrescentar a genialidade de FalleN e Marcelo "chelo" Cespedes ao time que tudo funcionará perfeitamente. É preciso tempo para formar um time de sucesso.

"Não é só colocar o FalleN e o chelo no time que tudo se ajeita. Não é assim. Precisamos de tempo para entender como fazer as coisas, desempenhar as funções. Esse processo leva tempo. No começo, é difícil", reconheceu.

"Perdemos alguns jogos que não deveríamos perder, mas não somos mais o mesmo time. Temos muito a aprender, a adaptar. Precisamos de tempo. Sei que para o pessoal do Brasil é difícil. Todos querem que a gente vença. É um processo. Por vezes, machuca muito. Ontem machucou, mas é assim que se cria um time forte", assegurou.

Quanto a um prazo para a FURIA começar a corresponder às expectativas, guerri prega paciência: "Acredito que se conseguiremos ser um bom time no próximo ano. Esse ano é sobre botar as coisas no lugar. É o fim do CS:GO. O CS2 está chegando nesse ano. Temos muito o que trabalhar", finalizou.

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