''Me senti surpreso por não ter recebido tantas ofertas'', diz nitr0 em entrevista
Na entrevista concedida, nitr0 falou sobre seu tempo na Liquid, saída do Counter Strike e transição para o VALORANT
por Pedro Umberto /10 de setembro de 2020 - 18:30/Capa: Helena Kristiansson/ESL
Pouco mais de um mês após deixar a Team Liquid, Nicholas "nitr0" Cannella concedeu uma entrevista à James Banks e revelou algumas coisas sobre seus cincos anos na cavalaria. Não só isso, mas também conversou sobre seu futuro no VALORANT e todo o processo pós-saída da organização. O norte-americano começa explicando o motivo das mudanças na Liquid, desde a mudança de capitão até a sua saída do elenco ativo: ''Eu sabia que algo precisava mudar no time, não sei se era um jogador ou um treinador, ninguém sabia a resposta pra isso. E aí, depois de saber que existiam conversas do time sem mim, resolvi ir ao banco. Certamente algo aconteceu e eu não estava incluso''. O jogador completa: ''E ao mesmo tempo percebi que este era o melhor momento para me bancar e dar uma oportunidade para os meninos remodelarem a equipe. Eu estava lá há muito tempo e fiz de tudo com os meninos''. Experiente e conhecido por ser um líder nato, Nicholas falou um pouco sobre como foi deixar a função de IGL na equipe: ''Sendo sincero, eu deixei a função de IGL, mas acredito que ainda tinha/tenho muito potencial nessa função. Mas, naquele time, senti que perdi minha voz ativa e minha habilidade de matar. Eu estava constantemente fazendo o suporte para meus companheiros, mas quando deixei de fazer o IGL, muita coisa mudou para mim ingame''.
Foto: Divulgação/HLTV
Contando um pouco de como foi defender as cores azul e branco por cinco anos, nitr0 destaca o Intel Grand Slam, ao lado de Cologne, como as maiores conquistas durante sua estadia no clube. Também deixa claro o vínculo criado com Jonathan "EliGE" Jablonowski, longínquo companheiro de equipe: ''A gente era muito próximo, como irmão mesmo. Se falávamos todos os dias durante 5 anos, e pra mim, foi muito difícil deixar ele e a Liquid. Viajamos juntos, jogamos juntos, e essa foi a parte mais difícil. Deixar ele e os meninos''. Demonstrando estar surpreso com o não recebimento de ofertas, o norte-americano revela ter recebido algumas ofertas internacionais, mas nada do seu agrado: ''Quando fui ao banco queria 100% continuar no CS, mas quando cheguei lá me senti surpreso por não ter recebido tantas ofertas. Até cheguei a receber algumas ofertas de fora, mas não queria me mudar. Sendo sincero, cheguei a ''estender'' a mão para alguns times do NA achando que podia agregar com minha experiência, mas não aconteceu. "E com isso eu vi o VALORANT como uma oportunidade de aprender algo novo. E se eu aprendo, fico feliz. Também acho que tenho combustível pra queimar ainda. Aí quando perceberam da minha transição fizeram algumas ofertas e foi assim que aconteceu''. Por fim, finaliza alegando que o cenário NA de Counter Strike carece de jovens talentos e que apenas dois ou três times conseguem fazer frente ao velho continente (Europa): ''O cenário NA começou a crescer depois da gente (Liquid) e o pessoal da NRG/EG ganhar mais notoriedade, mas agora não sei em que patamar estamos. Acredito que existem dois ou três times bons, que fazem frente aos europeus, mas em geral não consigo ver jovens talentos crescendo no momento''. A ida do jogador ao VALORANT fará um mês no próximo dia 14, data a qual foi anunciado pela 100 Thieves como novo jogador. Em contrapartida, o norte-americano ainda não estreou oficialmente.
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