Instantes após a classificação da Vitality à Etapa das Lendas ao IEM Rio Major 2022, Emil "Magisk" Reif conversou com a DRAFT5 acerca da tortuosa caminha de sua equipe na primeira fase da competição de $1.25 milhão:
"Começamos com uma vitória bastante confiante. No segundo jogo, contra a GamerLegion, começamos realmente bem, mas creio que pensamos que o jogo estava muito fácil. Pensamos que já havíamos vencido e, de repente, eles nos f#deram."
"Depois daquela derrota, foi muito difícil, porque sentimos que tínhamos o jogo em nossas mãos e meio que jogamos isso fora. A Outsiders é um time muito forte e pode ser difícil de enfrentar. Começamos bem, mas estávamos achando que seria fácil, que iríamos amassar todo mundo, mas não foi o caso."
"Precisamos nos endireitar, chegou um momento onde falamos: 'Pessoal, essa é nossa última chance, precisamos consertar as coisas, melhorar, se apresentar individualmente, porque não estávamos lá, tanto no coletivo, quanto no individual", explicou.
"O jogo contra a Grayhound foi difícil por sabermos que estavámos contra a parede, não é divertido. Contra a OG, que é um time forte, jogamos bem na Vertigo. Perdemos rounds cruciais, rounds onde tínhamos uma boa vantagem."
"O primeiro mapa deveria ser mais rápido, mas aí entramos naquela questão de tentar fechar o jogo rapidamente, ficar pickando um pouco mais do que o necessário, de repente ter de fazer eco. Vencemos o primeiro mapa, mas no segundo não aparecemos para jogo. Estávamos sendo pegos desprevenidos, não fazendo as trades, perdendo sempre os rounds importantes."
"O terceiro mapa obviamente foi difícil, mentalmente falando. É um mapa onde ou você vence, ou vai pra casa. A pressão é alta. O ZywOo teve um lado TR insano. Muitos rounds importantes, muitos lances insanos. Ele meio que nos salvou no lado TR do terceiro mapa, graças a Deus. (Risos). De CT, jogamos bem e fechamos a conta."
Magisk, no entanto, acredita que ainda há muito a ser feito caso a Vitality queira sobreviver à segunda fase do torneio. Para o dinamarquês, inclusive, se a equipe apresentar o mesmo nível da primeira fase, será presa fácil para as rivais:
"Eu espero que continuemos a melhorar. Acredito que ainda precisamos melhorar, individual e coletivamente. Se jogarmos como jogamos no Challengers, não vamos passar. Porque todos são muito bons agora. Agora são apenas os melhores times, o melhor dos melhores. Precisamos continuar melhorando jogo a jogo. Caso o contrário, seremos destruídos, sendo bem sincero."
"Estamos melhorando devagarinho, de jogo em jogo, individual e coletivamente, encontrando a confiança que sabemos que podemos ter, porque sabemos o quão bom podemos ser. Já provamos isso, vencemos a ESL Pro League", recordou.
"Acho que nós esperávamos chegar aqui e vencer todo mundo, mas precisamos ser honestos, o cenário competitivo atualmente é muito pegado. Quase todos os times podem vencer uns aos outros em uma MD1, especialmente se você não estiver em um dia bom."

O dinamarquês, ademais, vê um lado positivo no choque de realidade sofrido pela Vitality na primeira fase e leva isso como um bom aprendizado para a Etapa das Lendas:
"Se tivéssemos se classificado diretamente para o Legends e jogássemos como jogamos no Challengers, não teríamos quaisquer chances. Não jogamos nosso melhor, mas se não tivéssemos passado por essa experiência no Challengers, não creio que estaríamos prontos para o Legends."
"Nesse sentido, estou feliz por termos jogado o Challengers porque vimos os problemas que temos. Foi importante tirarmos essa lição para entendermos que precisamos melhorar se quisermos continuar vencendo."
Embora tenha chegada ao IEM Rio Major 2022 como líder do ranking mundial, Magisk acredita que a Vitality ainda precisa provar que merece tal posição, visto que apenas a vitória na ESL Pro League S16 não é suficiente para isso:
"Por mais que o Challengers tenha sido complicado para nós, ainda acho que somos um dos três melhores times do mundo, especialmente quando estamos jogando bem."
"Chegamos aqui como #1 no ranking mundial, mas como nós mesmos falamos nas redes sociais, precisamos provar isso. Não creio que seja algo que já tenhamos feito. Na minha opinião, vencer um torneio não te torna o melhor time do mundo."
"Já estive lá, diversas vezes, e é preciso mais de uma vitória para ser o melhor time do mundo. Eu diria que o melhor time do mundo será aquele que irá para casa com o troféu. Não será fácil para ninguém, porque todos estão jogando bem", pontuou.
