junior passa a limpo período junto à FURIA e afirma: "Não tinha como dizer não àquele time e seus jogadores"

Sniper de 21 anos hoje vai tentando a sorte junto da ascendente Complexity

Foto: Divulgação/FURIA

Uma aposta arriscada. Assim pode ser definida a escolha do norte-americano Paytyn "junior" Johnson por parte da FURIA para ocupar a lacuna deixada pela saída do experiente Henrique "HEN1" Teles ainda no início de 2021.

Àquela altura um dos mais promissores jogadores de sua região, junior chamou atenção de Nicholas "guerri" Nogueira e suas tropas, com o clube brasileiro supostamente desembolsando cerca de R$300 mil para contar com os préstimos do jovem sniper.

O próprio junior, aliás, admite que apesar da escolha parecer óbvia por conta das dificuldades enfrentadas pelo cenário da América do Norte, os riscos estavam bastante evidentes para ele:

"Como um jogador norte-americano, atualmente é difícil chegar a qualquer lugar. (…) Quando eu recebi a mensagem da FURIA, tive de aceitar. Não há como você dizer não àquele time e seus jogadores para ficar no NA", contou em recente entrevista à HLTV.org.

"Mesmo que fosse arriscado, e falo do risco por termos cinco ou seis pessoas que não estavam falando sua língua-materna, então é difícil criar uma ligação com elas por ser complicado se comunicar. Eu sabia que teríamos problemas", reconheceu o atleta.

Pela falta de oportunidades na América do Norte, junior não hesitou em aceitar a proposta furiosa | Foto: Divulgação/FURIA

Embora admita que as coisas não saíram conforme planejado por diversos motivos, junior valoriza a vivência, mas afirma que o clube brasileiro poderia ter buscado um jogador de perfil mais experiente naquele momento:

"Foi super desafiador. Como um jogador jovem, não é o lugar para iniciar sua carreira. É lugar para um AWPer experiente como HEN1, que se saiu muito bem lá. Como um jovem sniper, não acho que minha ida à FURIA fazia sentido, mas como sou do NA, tive de aceitar", ponderou.

Ainda conforme explicado por junior, a forma com que Andrei "arT" Piovezan e seus colegas pretendiam utilizar de suas habilidades com a sniper contrariavam tudo aquilo que ele desejava realmente fazer dentro do servidor, o que impediu que ambas as partes encontrassem sua melhor versão.

"Tentei de tudo para me adaptar, mas mentalmente foi um golpe para mim e eu não queria mais aquilo, eu queria jogar de um jeito que me sentisse confortável e que me permitisse brilhar. Sinto que a forma que a FURIA queria que eu jogasse não resultaria na melhor FURIA ou no melhor junior", finalizou.

Atualmente defendendo a Complexity, junior segue tentando mostrar o potencial que encantou a América do Norte ainda em 2020. Ele e sua equipe, por sinal, vão disputando o Grupo D de ESL Pro League S15, onde estrearam com derrota diante da dinamarquesa Heroic.