jkaem utiliza nick feminino e alterador de voz para mostrar o quão tóxico é o CS para as mulheres

Em vídeo para o Dia das Mulheres, norueguês sentiu na pele a triste realidade vivenciada por elas no CS:GO

por / 13 de mar de 2022 - 17:38 / Capa: HLTV.org

A realidade vivenciada por muitas mulheres que jogam Counter-Strike e outros títulos dos esports em geral pode ser, por muitas vezes, triste e nada receptiva. Na última terça-feira (8), Dia Internacional das Mulheres, uma campanha de conscientização acerca do tema acabou chamando a atenção.

Em vídeo protagonizado pelo rifler Joakim "jkaem" Myrbostad, estrela da Apeks, organização norueguesa a qual o atleta ex-Renegades e 100 Thieves defende atualmente, mostra essa perturbadora realidade.

O vídeo, de pouco mais de dois minutos, intitulado de "Don't change your name, change the game!", ou "Não mude seu nome, mude o jogo!", no bom e velho português, traz ao lado do norueguês Julia "juliestar" Stårvik, uma jogadora casual de Call of Duty.

Utilizando de um nickname feminino e de um modificador de voz, o atleta de 28 anos joga algumas partidas de Counter-Strike e passa pelas mais diversas situaçoes: xingamentos, comentários misógenos, assédio e até mesmo ameaças de estupro.

Ao fim do vídeo, jkaem não esconde seu espanto: "Isso foi doentio", diz o rifler. "Não sei nem o que dizer. Eu não conseguiria nem jogar com esses comentários", admite o noruguês.

Ainda segundo o curta, 77% das mulheres gamers já sofreram assédio durante as experiências dentro do servidor, sendo que 59% deste público utiliza de nicknames masculinos ou neutros para evitarem tais situações.

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