Jaime Pádua anunciou nesta sexta-feira (14) que deixará o comando executivo da FURIA após nove anos à frente da organização brasileira de esports, encerrando um ciclo marcado por conquistas dentro e fora dos servidores. O co-fundador, que dividia o cargo de CEO com André Akkari, revelou a decisão em uma publicação nas redes sociais, afirmando que a escolha foi pensada com calma e tomada no tempo certo.
O comunicado foi feito por Pádua em seu perfil no X, onde ele detalhou os motivos da saída e agradeceu atletas, funcionários e torcedores da FURIA ao longo dessa trajetória. Segundo o executivo, a decisão marca o início de uma nova fase pessoal, com mais tempo dedicado à família, embora ele continue como sócio e conselheiro estratégico da organização.
Com a saída de Pádua, André Akkari passa a ocupar sozinho o cargo de CEO da FURIA, enquanto Nicholas "Guerri" Nogueira, ex-treinador e head de esports da organização, foi promovido a diretor geral. Segundo informações do portal The Esports Radar, a mudança encerra um processo de sucessão interna conduzido nos últimos anos, com Guerri atuando lado a lado de Pádua na preparação para assumir esse novo cargo de liderança.
Em sua publicação, Pádua elogiou o trabalho de Akkari e de Guerri à frente da nova fase da FURIA. "O Akkari assume como CEO único e tem todo o meu apoio. Tenho plena convicção de que ele é a pessoa certa para conduzir essa próxima fase", escreveu o co-fundador, que também destacou a preparação de Guerri para assumir a diretoria geral da organização.
Pádua ajudou a fundar a FURIA em 2017, na cidade de Uberlândia, quando o time alugou um apartamento para abrigar a primeira line de Counter-Strike da organização. Ao longo dos anos, a FURIA se tornou uma das equipes que mais arrecadou premiação na história do esports latino-americano, somando cerca de US$ 7 milhões em prêmios em diferentes modalidades.
No CS2, que é a base da equipe, a FURIA também bateu recorde ao reunir cerca de 2,75 milhões de espectadores simultâneos em uma única partida, a maior marca já registrada na história da modalidade. Pádua encerra o ciclo executivo mantendo sua participação acionária e classificou o momento como uma vitória pessoal após a jornada construída desde o início do projeto.