Após boa parte da carreira entre Estados Unidos e Europa, João “Horvy” Horvath agora têm a missão de colocar a Team Reapers no topo. Após um início conturbado fora do país, o jogador retorna ao Brasil em busca de uma redenção em sua carreira.
Em entrevista exclusiva a DRAFT5, Horvy falou do receio em voltar ao Brasil, o papel de líder dentro da Team Reapers e o objetivo de se tornar o melhor jogador do Brasil. Sobre sua voz ativa, o jogador comentou estar tendo muito espaço na equipe por conta da rodagem.
“Está sendo uma experiência diferente para mim, ser o cara que passa mais experiência do que recebe. Mas é legal, eu sempre gostei de ajudar os outros, eu vejo erros que são simples para mim, que às vezes não é tão simples para eles, por conta do nível daqui. Então são pequenos detalhes que posso tentar corrigir, e são esses detalhes que separam um time mediano de um time muito bom", comentou.
Apesar de não ser o capitão oficial da equipe, Horvy divide diversas funções com Elvis “sirhardneja” Vieira e comenta que a sintonia entre os dois têm sido muito positiva.
"Falo bastante no jogo, sou como o segundo capitão do time. Se o sirhardneja está em uma ponta do mapa isolado, eu acabo puxando a jogada. E caso eu tenha uma ideia diferente de jogo, ele respeita bastante e confia em mim, assim como o contrário", observou.
Com passagens por Immortals e INTZ, Horvy teve muita dificuldade para se firmar em uma equipe fora do país. Para jogadores assim, uma questão sempre surge: o receio de retornar ao Brasil, sobre isso, Horvy admitiu ter tido receio em voltar ao cenário nacional.
"Sim, dei quatro passos para trás para dar oito para frente no futuro. Era algo que eu precisava para me renovar como jogador, sair da minha zona de conforto e não tinha lugar melhor do que onde eu comecei. Hoje em dia já melhorou muito, tanto na questão salarial quanto estrutura, então não é um retrocesso tão grande. Estou com um nível de jogo individualmente muito bom, acho que estou entre os melhores do país sim, continuo com esse objetivo pessoal, mas o principal é sempre ter meu time como o melhor time do Brasil e no futuro buscar vôos maiores fora do país", relatou.
Mesmo após um grande tempo parado, horvy seguiu tendo algumas propostas, tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos e Europa. Porém, o visto correto foi um dos grandes motivos para o jogador escolher retornar ao Brasil.
"Tive algumas propostas, mas acho que muitas pessoas tinham dúvidas sobre o que havia acontecido dentro da INTZ. Eu não estava num bom momento, fiquei 2 meses parado sem falar com nenhum time para me recuperar, eu estava com uma fadiga mental muito grande. Desde que comecei a jogar competitivamente eu não parei de jogar, passei por stresses muito grandes na carreira, como tudo que aconteceu na Immortals, a pressão que era grande na INTZ. Então eu precisava muito de um tempo para colocar a cabeça no lugar. Tive algumas propostas de fora, de Portugal, para jogar na MDL num time norte-americano. Mas hoje na MDL você não vai com o visto correto e é algo que eu não abro mão, só jogo nos EUA com o visto P1, nunca vou arriscar com o visto errado, nunca vai valer o risco. Decidi que a melhor coisa para mim era retornar com um time jovem, com muito potencial, que eu já tinha visto. Eu não jogo por salário, meu salário é igual ao de todos e aceitei isso porque o time é bom, isso é o que importa para mim", admitiu.
Agora na CBCS, a Team Reapers assim como todas as organizações precisarão se organizar em Gaming Houses para a disputa semanal em LAN. A respeito da casa, horvy garantiu que a equipe já demonstrou ótima convivência.
"Fizemos 3 ou 4 dias de bootcamp antes da GC masters e vimos que nos damos bem na casa, somos bem unidos. Conseguimos conversar bem e resolver os problemas conversando. Agora nos próximos meses vai ser um processo de adaptação para todo mundo, eu também fiquei bastante tempo sem morar em GH. Mas acho que vamos evoluir bem morando juntos e convivendo", ressaltou.
Após a estrear na Game XP pela 1ª rodada do CBCS com um empate contra a Imperial eSports, horvy comentou alguns pontos sobre o campeonato que vêm sendo bem criticado por parte da comunidade.
"Chegou em um ponto do CS brasileiro em que estávamos sem opção. Ou fazíamos um circuito fechado para ter um futuro ou não teríamos mais. As premiações não estavam aumentando como o esperado, tem muito problema de patrocinador no Brasil. Sobre a liga ser fechada, eles têm sido bem abertos com a gente, vamos poder disputar qualificatórios internacionais, então não é como alguns estão dizendo, estou bem ansioso para jogar em SP e ver como vai progredir tudo isso", lembrou horvy.
A Team Reapers vêm sendo uma das equipes em ascensão no Brasil. Após o quinto lugar na GC Masters III o conjunto rumou para Goiânia onde venceu a Up Expo Game 2019 ao bater a RED Canids por 2-1 na final. Sobre o momento da equipe, horvy não tem dúvidas do potencial.
"Acho que somos os favoritos do CBCS, poderíamos estar na Clutch e eu falaria a mesma coisa, porque acredito no meu time e para mim vamos sempre ser os melhores. Temos as peças para ganhar de qualquer time no Brasil e é isso que todo mundo acredita, vamos trabalhar muito para continuar com a cabeça firme e ser confiantes o suficiente para impor nosso jogo contra qualquer outro time", completou o jogador.
O próximo compromisso de Horvy e da Team Reapers é a disputa da segunda rodada do CBCS que acontecerá na próxima segunda-feira (5) contra a equipe da Redemption, às 21h, em jogo que ocorrerá nos estúdios do CBCS em São Paulo.
Horvy mostra confiança na Team Reapers: “Temos as peças para ganhar de qualquer time no Brasil”
Estrela da Team Reapers acredita que o time já está entre os grandes do Brasil
/1 de agosto de 2019 - 16:07/Capa: Lucas Spricigo/Draft5