Guerri valoriza primeiro semestre da FURIA e avisa: “É só o começo”
Treinador considerou “prêmio” o retorno ao Brasil e exaltou nível do Brasil no Minor
por Abner Bento/18 de agosto de 2019 - 18:41/Capa: Reprodução/HLTV

Depois de mudar de patamar e passar a ser reconhecida internacionalmente, a FURIA teve um breve retorno ao Brasil antes da disputa do Starladder Berlin Major no próximo dia 23. A equipe comandada por Nicholas “guerri” Nogueira já está em terras polonesas na preparação para o próximo mundial. Em entrevista a DRAFT5, o treinador fez um balanço dos últimos torneios do time e enalteceu o nível do CS brasileiro.

Sobre a disputa do Minor que classificou FURIA e INTZ, guerri destacou a qualidade do time e comemorou a quantidade de jogadores brasileiros no torneio. A FURIA estreou com derrota mas acabou conquistando a vaga direta ao vencer os intrépidos por 2 a 0. "O Minor foi muito difícil mesmo, começamos perdendo e éramos favoritos junto com a NRG, então é difícil para o mental, mas foi onde crescemos e mostramos ser um time forte e que merecemos estar no Major. O nível do CS brasileiro é muito forte, os times se conhecem, falam a mesma língua, então rola uma rivalidade dentro de jogo, mas fora de jogo todo mundo tem amizade, sai junto. Fico feliz de ter cinco brasileiros de oito, mostra que cada vez mais merecemos mais oportunidades e mais vagas para o Brasil", lembrou. Após a conquista da vaga e o alívio por estar garantidos em mais um Major, a FURIA ainda seguiu para Hong Kong, onde disputou o EMF CS:GO World Invitational contra a equipe da AVANGAR. Sobre o título, guerri considera ter valido a pena, apesar do fuso. "A melhor parte foi a revanche contra a AVANGAR e encerrar a temporada com um título é muito bom. É muito difícil jogar na Ásia, eu realmente não consegui entrar no fuso-horário, acho que foi minha pior viagem, sofri até o último dia, praticamente todos os jogadores sofreram. Abdicamos um pouco das férias para jogar, mas valeu a pena, dá um hype para continuar a temporada", garantiu. Sobre o tempo longe da família, guerri classificou o retorno rápido ao Brasil como uma forma de recarregar as energias pré-Major. O período vivendo em Miami já completou um ano e desde então os jogadores não haviam retornado com exceção da DreamHack Rio, em abril. "Ficamos exatamente 13 meses longe, evoluímos muito, passamos por muita coisa. Essas férias estão sendo um prêmio para a gente, pelas coisas que a gente vêm conquistando. Rever amigos e família renova nossa energia para voltar na pegada, é só o começo, tem muita coisa para acontecer, muito feliz de voltar ao Brasil", declarou. Sobre uma possível oscilação da equipe, guerri considera normal pela pouca idade do time, porém, destacou os bons resultados recentes da FURIA, que só ficou de fora das primeiras três posições na ESL One Cologne, onde terminaram na 10ª posição. "Nem considero muito uma oscilação, os dois únicos campeonatos ruins foram na MOCHE XL e em Cologne, que eu nem considero um resultado ruim porque é um campeonato muito stackado, muitos times bom. Perdemos da NRG, vencemos a Renegades, jogamos muito bem contra a NaVi', mas é normal, somos um time muito novo, vamos oscilar, o importante é buscar a evolução diária", comentou. Para finalizar, guerri ressaltou a importância da disputa da ESL Pro League da etapa NA da ECS. O treinador acredita que estar em ligas ajuda a estruturar todo o planejamento da FURIA durante a temporada. "Estar na Pro League e na ECS, que são as duas principais ligas, nos dá uma segurança de calendário, de pensar a longo prazo. Escolher campeonatos, agora que estamos no top 10 mundial, então é muito importante construir uma agenda", finalizou.
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