Governo brasileiro coloca Counter-Strike na mira de fiscalização de loot boxes
Medida tem como objetivo proteger as crianças e diminuir os riscos de vícios
por Douglas Demoliner/16 de outubro de 2026 - 15:33/Capa: Reprodução/CS2
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A grande preocupação do MJ se baseia nas consequências que a experiência transmitida pela loot box, muito semelhante a um jogo de azar, podem causar em crianças e adolescentes. Segundo uma análise publicada em nota oficial, o contato com essa prática na juventude causa "sofrimento psicológico e danos financeiros", mesmo ressaltando que "essa associação não autoriza, isoladamente, afirmar relação causal direta com transtornos clínicos".

Os jogos em questão são: NBA 2K26 e WWE 2K26, desenvolvidos pela Take-Two Interactive; Counter-Strike 2, da Valve; Call of Duty, da Activision; Genshin Impact, da HoYoverse; e PUBG Mobile, criado pela Tencent Games.

O pedido do Ministério da Justiça é baseado no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e no entendimento do órgão, uma vez que esses jogos não colocaram à disposição dos usuários um sistema de verificação de idade adequado, expondo as crianças aos riscos.

É importante destacar que as análises iniciais não concluem que os jogos desrespeitam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente — também conhecida como a "Lei Felca" —, mas em março deste ano, entrou em vigor uma lei que proíbe as loot boxes para menores de 18 anos, mas não houve definição em relação ao Counter-Strike.

Após o pedido do Ministério da Justiça, a Agência Nacional de Proteção de Danos (ANPD) vai analisar as informações apresentadas e tomar a decisão cabível em relação aos jogos. Segundo informações do g1, o levantamento não é definitivo e outros jogos também podem ser incluídos na lista de investigações.

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