Gaules melhor do Brasil e Penta da Copa: Como era o Counter-Strike em 2002

A evolução do FPS ocorreu em paralelo ao período sem títulos mundiais brasileiros

Foto: Reprodução/Valve

Assim como existe uma geração que não viu o Brasil conquistar um título de Copa do Mundo e vive na expectativa que isso aconteça nesse ano de 2026, também há uma geração que não viu o nascimento da comunidade de Counter-Strike no Brasil.

O jogo lançado em novembro de 2000, oriundo do Half-Life e desenvolvido pela Valve, atravessa gerações e, já em seus primeiros anos de vida, foi um fenômeno no Brasil, dominando e sendo o carro chefe para a popularização das LAN Houses brasileiras.

Para tentar recuperar um pouco do que foi vivido durante a época em que éramos felizes — e sabíamos — tanto no futebol quanto no Counter-Strike, a DRAFT5 vai relembrar curiosidades sobre como era o mundo do FPS da Valve antes do último título do Brasil em Copas do Mundo.

VERSÃO DO GAME

Dando os seus primeiros passos após o lançamento, o Counter-Strike estava indo para última versão antes de chegar ao sucesso mundial. Em junho de 2002, enquanto a Copa do Mundo acontecia na Coreia do Sul e Japão, a Valve atualizava o game para o Counte-Strike 1.5.

A versão seguiu até setembro de 2003, quando enfim o jogo ficou "pronto" e foi para Steam com o nome de Counter-Strike 1.6. Com novas armas, FAMAS e Galil foram adicionadas ao loudout de CT e TR, respectivamente, e a mudança na interface e jogabilidade que conquistaram os apaixonados do game.

LAN HOUSES LOTADAS

Foi justamente nessa época de transição da versão 1.5 para o 1.6 que o Counter-Strike virou febre no Brasil. As LAN Houses se popularizaram e as crianças e adolescentes iam para os locais para jogar o FPS da Valve.

Fosse para jogar uma hora ou fazer um corujão — passar a madrugada inteira jogando —, as LANs se tornaram pontos de encontro e deram início ao cenário competitivo no Brasil, com a organização de campeonatos internos e entre elas mesmas.

Era comum na época que cada LAN tivesse a sua equipe. Assim foi o começo das organizações, visto que os donos pagavam alimentação e passagens para o elenco em dias de campeonatos e também deixavam que eles jogassem de graça para treinar.

Mapa cs_rio foi dos causadores da proibição do jogo no Brasil | Foto: Reprodução

MAPA POLÊMICO

Muitos entusiastas do Counter-Strike vão lembrar de um mapa que marcou uma geração nessa época: cs_rio. Lançado em 2001, o mapa que replicava uma favela do Rio de Janeiro se popularizou em 2003, mas antes do Penta já era jogado nas LANs.

Com referências da realidade vivida pelos cariocas, o mapa trazia o botequim com o samba de Cartola e os "funks proibidões" que incitavam violência contra os CTs. A similaridade era tanta que o mapa foi um dos argumentos utilizados pelo Poder Judiciário quando o jogo foi proibido no Brasil, em 2008.

ESTOURADO DESDE SEMPRE

Uma curiosidade da época é que foi justamente nesse período em que uma importante figura para o cenário, no passado e também agora, começou a aparecer e se popularizar. Alexandre "Gaules" Borba foi considerado, no ano de 2002, o melhor jogador de Counter-Strike do Brasil.

O líder da Tribo já comentou sobre isso em algumas lives, mas todo mundo considerava fictício, até o momento em que ele mostrou uma matéria publicada onde ele é o destaque junto com a G3nerationX, equipe fundada pelo próprio criador de conteúdo. Você pode gostar ou não, mas o fato de que o streamer fez e faz parte da construção do manutenção do cenário é inegável.

HISTÓRIA CONTINUA

Podemos dizer que, assim como o futebol, o Counter-Strike evoluiu junto com o futebol. Os salários e as premiações aumentaram, o jogo ficou mais estudado e está mais bonito de acompanhar um jogo, para quem é ligado nas estratégias.

Análise de dados e estatísticas estão cada vez mais inseridos no cotidiano dos jogadores profissionais e comissões técnicas. A única diferença é que, pelo menos no Counter-Strike, o Brasil, desde 2002, conquistou dois títulos de Majors — competição que podemos considerar como uma Copa do Mundo —: primeiro com a Luminosity em 2016 e depois com a SK Gaming, no mesmo ano.