Gaules avalia momento da FURIA e dispara: "Clima está pesado"

Streamer comenta sobre pressão estar elevada demais entre os próprios jogadores

por / 26 de ago de 2026 - 19:20 / Capa: Stephanie Lindgren/ESL

A campanha da FURIA na Esports World Cup 2026 abriu um debate entre a comunidade brasileira de Counter-Strike: o quanto vale a disputa de terceiro lugar? Durante as entrevistas concedidas pelos jogadores da Pantera, quase todos ressaltaram que era um jogo que não valia nada e, mais do que isso, não havia necessidade ou motivação para jogá-lo.

Porém, os brasileiros perderam a semifinal e tiveram que enfrentar a Legacy pela medalha de bronze da EWC e, durante a transmissão da partida, quando o jogo estava no intervalo para o terceiro e decisivo mapa, Alexandre "Gaules" Borba questionou o quanto vencer aquela partida significaria, em questão de conquista, para cada uma das equipes.

"Se a FURIA ganha da Legacy, eu sinto que o torcedor e a própria FURIA vão comemorar, mas vão pensar que fizeram a obrigação. Se a Legacy ganha, coroa a campanha feita como o melhor time americano do torneio pelos adversários que eles venceram", comentou.

Gaules ainda levantou a possibilidade de a FURIA estar vivendo em um ambiente pesado. O clima parece não estar o ideal internamente na organização. Afinal, nenhum resultado parece agradar aos jogadores e à própria organização.

Lembrando que, ao final do ano, Gabriel "FalleN" Toledo irá se aposentar e existe muita especulação sobre a possibilidade da saída de, pelo menos, um estrangeiro: Danil "molodoy" Golubenko ou Mareks "YEKINDAR" Gaļinskis.

"Eu não consegui perguntar para o sidde porque parece que existe um sentimento pesado na FURIA, a ponto de nós estarmos melhores do que estávamos durante muito o tempo da FURIA e parece que não está tão legal. Não parece que o clima está pesado? A gente chega em uma final de Major e parece que não está legal. Chegamos em uma semifinal de EWC e parece não estar legal. Não é esquisito isso?", comentou.

NO CAMINHO CERTO

Para trazer um outro ponto de vista também, o companheiro de transmissão Fillipe "BT" Moreno ampliou o debate colocando na discussão o próprio fato de os jogadores e a organização estarem se cobrando demais e deixando de valorizar as pequenas conquistas, como sempre foi a trajetória da FURIA.

"Cabe à FURIA, como organização, e aos próprios jogadores entenderem que os resultados estão legais e estão no caminho certo. Mas acaba que na final do Major, querendo ou não, a Falcons sobrou um pouco. Se fosse uma derrota no OT, por exemplo, a visão seria diferente. Aí você chega na EWC, na semifinal e perde para a FUT. Por mais que eles tenham jogado bem, a FURIA não acordou pensando que poderia perder para eles. Acho que isso que pega um pouquinho", finalizou BT.

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